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Genioplastia em Londrina

Genioplastia óssea em Londrina: queixo harmonioso com resultado definitivo.

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 18/02/2026

Genioplastia Óssea em Londrina: a cirurgia definitiva para o queixo

Se você sente que seu queixo é curto demais, longo demais, recuado ou assimétrico, provavelmente já pesquisou diversas opções: próteses de silicone, preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores. Mas existe uma cirurgia que resolve o problema de forma definitiva, movendo o próprio osso: a genioplastia óssea.

Na minha experiência com cirurgias plásticas faciais, o queixo é uma das estruturas que mais influenciam a harmonia do rosto. Um queixo bem posicionado muda o perfil, o equilíbrio entre nariz e face e a definição do pescoço. Nenhum procedimento oferece resultado tão preciso e duradouro quanto a osteotomia do mento.

Na genioplastia óssea, faço um corte controlado no osso da mandíbula e reposiciono o queixo exatamente onde ele precisa estar. Posso avançar, recuar, encurtar, alongar ou corrigir assimetrias laterais. Tudo em um único procedimento, com resultado permanente -- porque trabalho com o próprio osso do paciente.

Por que escolher a genioplastia óssea em vez de prótese ou preenchimento?

A mentoplastia com prótese de silicone é uma cirurgia válida em muitos casos, mas tem limitações. A prótese só aumenta o queixo para frente; não consegue encurtá-lo, alongá-lo ou corrigir assimetrias de forma tridimensional. Além disso, existe sempre o risco de reabsorção óssea a longo prazo e de deslocamento do implante.

Já o preenchimento com ácido hialurônico é temporário por natureza — dura de doze a dezoito meses e precisa ser repetido indefinidamente. Para quem deseja uma correção definitiva, não faz sentido depender de reaplicações constantes.

A genioplastia óssea resolve tudo de uma vez. É o seu próprio osso, na posição ideal, fixado com miniplacas de titânio que permanecem para sempre. Sem corpo estranho, sem manutenção, sem reabsorção.

Indicações: quando a genioplastia óssea é necessária

A beleza facial depende de proporções. Quando analiso um rosto, avalio a relação entre três terços: o terço superior (testa até sobrancelhas), o terço médio (sobrancelhas até base do nariz) e o terço inferior (base do nariz até queixo). O queixo é o protagonista do terço inferior e sua posição influencia toda a percepção de harmonia.

Retrognatismo ou microgenia: queixo curto ou recuado

Essa é a indicação mais comum. O queixo retraído faz o nariz parecer maior do que realmente é e diminui a definição do ângulo entre queixo e pescoço. Pode criar uma aparência de rosto "fraco" ou infantilizado. Com a genioplastia de avanço, posiciono o osso para frente, criando um perfil equilibrado e um ângulo cervicomentoniano elegante.

Prognatismo ou macrogenia: queixo proeminente demais

Menos comum, mas igualmente incômodo. Um queixo excessivamente projetado pode endurecer os traços, especialmente em mulheres que desejam um perfil mais delicado. A osteotomia de recuo resolve isso com precisão milimétrica.

Excesso ou deficiência vertical: queixo longo ou curto

Alguns pacientes têm o queixo bem posicionado no sentido anteroposterior, mas com altura inadequada. Um queixo verticalmente longo alonga o terço inferior do rosto e pode dificultar o fechamento labial. Já um queixo curto pode dar a impressão de rosto arredondado. A genioplastia permite tanto encurtar quanto alongar o queixo verticalmente.

Assimetrias do queixo

A assimetria facial é mais comum do que as pessoas imaginam. Em muitos casos, o queixo está desviado para um lado, criando uma desproporção visível, especialmente em fotografias. Com a osteotomia, posso lateralizar o fragmento ósseo para corrigir a simetria.

Combinação com rinoplastia

Frequentemente, a genioplastia é realizada em conjunto com a rinoplastia. Quando o queixo é recuado, o nariz parece proporcionalmente maior. Ao corrigir os dois simultaneamente, o resultado é um perfil harmonioso e natural. Essa combinação é especialmente poderosa na rinoplastia masculina, onde um queixo forte e bem definido complementa perfeitamente um nariz reto.

A técnica cirúrgica: como realizo a genioplastia óssea

A cirurgia é realizada sob anestesia geral ou sedação profunda, dependendo de sua complexidade e de eventuais procedimentos associados. A duração varia de uma a duas horas.

Acesso intraoral: sem cicatrizes visíveis

Faço a incisão por dentro da boca, no sulco entre o lábio inferior e a gengiva. Isso significa que não fica nenhuma cicatriz visível no rosto. Através dessa via, exponho toda a região anterior da mandíbula com visão direta e segura.

Proteção do nervo mentoniano

O nervo mentoniano emerge do osso mandibular de cada lado e é responsável pela sensibilidade do lábio inferior e do queixo. Antes de qualquer corte no osso, identifico e protejo cuidadosamente ambos os nervos. Essa etapa é fundamental para preservar a sensibilidade no pós-operatório.

Osteotomia horizontal

Com uma serra oscilatória ou piezoelétrica, realizo um corte horizontal no osso da mandíbula, abaixo das raízes dos dentes e do forame mentoniano. Esse corte separa o fragmento inferior do queixo (o mento) do restante da mandíbula, criando um segmento ósseo que posso movimentar livremente.

Reposicionamento tridimensional

Essa etapa demonstra a versatilidade da genioplastia óssea. O fragmento pode ser movido em qualquer direção:

  • Avanço: deslizo o fragmento para frente, aumentando a projeção do queixo.
  • Recuo: movo para trás, reduzindo a projeção.
  • Redução vertical: removo uma fatia horizontal de osso e aproximo os segmentos, encurtando o queixo.
  • Aumento vertical: afasto os segmentos e, quando necessário, uso enxerto ósseo ou biomaterial no espaço criado.
  • Lateralização: desloco lateralmente para corrigir assimetrias.
  • Combinações: posso combinar movimentos — por exemplo, avançar e encurtar simultaneamente.

Fixação com miniplacas de titânio

Uma vez posicionado o fragmento na posição ideal, fixo com miniplacas e parafusos de titânio. São peças minúsculas, biocompatíveis, que permanecem no osso permanentemente sem causar nenhum problema. Não disparam alarmes em aeroportos e não precisam ser removidas.

Fechamento e curativo

Suturo a mucosa oral com fios absorvíveis e aplico um curativo compressivo externo (micropore e faixa) para controlar o inchaço e manter os tecidos moles acomodados sobre a nova posição do osso.

Planejamento cirúrgico: a importância da precisão

Não planejo a genioplastia "no olho". Cada milímetro de movimento faz diferença no resultado final, e por isso sigo etapas rigorosas de planejamento.

Análise cefalométrica

Solicito uma telerradiografia lateral da face para medir as relações esqueléticas entre maxila, mandíbula, queixo e base do crânio. Com traçados cefalométricos, determino exatamente quantos milímetros o queixo precisa avançar, recuar, subir ou descer.

Análise fotográfica do perfil

Fotografo o paciente em posição natural da cabeça e analiso as proporções dos terços faciais, o ângulo nasolabial e o ângulo cervicomentoniano. Essa análise complementa os dados radiográficos e ajuda a definir o plano cirúrgico ideal.

Tomografia computadorizada

Em casos mais complexos, especialmente quando há assimetrias significativas, solicito uma tomografia computadorizada com reconstrução 3D. Isso me permite visualizar a estrutura óssea tridimensionalmente e planejar os cortes com máxima precisão.

Simulação digital

Utilizo software de simulação para mostrar ao paciente uma prévia do resultado esperado. Embora a simulação não seja uma garantia, ela ajuda enormemente a alinhar expectativas e permite que o paciente participe ativamente do planejamento.

Esse rigor no planejamento separa um resultado medíocre de um resultado excelente. A genioplastia exige precisão milimétrica em cada etapa.

Genioplastia versus prótese de queixo: como decidir

Essa é uma das perguntas que mais ouço no consultório. A resposta depende do que precisa ser corrigido.

Quando a prótese é suficiente

Se o paciente precisa apenas de aumento na projeção anterior do queixo (para frente), com altura vertical adequada e sem assimetria, a prótese de silicone pode ser uma boa opção. É uma cirurgia mais simples, mais rápida e com recuperação mais curta.

Quando a genioplastia óssea é necessária

A genioplastia é necessária quando:

  • O queixo precisa ser encurtado ou alongado (dimensão vertical).
  • Existe assimetria que precisa ser corrigida.
  • O queixo precisa ser recuado (prótese não faz isso).
  • É necessário combinar movimentos em mais de uma direção.
  • O paciente prefere resultado definitivo sem material sintético.
  • Já houve problemas com próteses anteriores (reabsorção, deslocamento).

Vantagens da genioplastia óssea

  • Resultado permanente: o osso consolida na nova posição em cerca de seis semanas.
  • Versatilidade: movimentos em qualquer direção.
  • Sem corpo estranho: é o seu próprio osso.
  • Sem reabsorção: a prótese pode causar reabsorção do osso subjacente ao longo dos anos; a genioplastia não.
  • Resultado mais natural ao toque: é osso, não silicone.

Desvantagens relativas

  • Cirurgia um pouco mais complexa e mais longa.
  • Inchaço inicial pode ser mais acentuado.
  • Necessita de instrumental específico (serra oscilatória, placas de titânio).

Quando há indicação clara para genioplastia óssea, os benefícios superam amplamente as desvantagens. Os resultados costumam ser consistentemente satisfatórios.

Genioplastia e harmonia facial: o papel do queixo no rosto

Muitos pacientes procuram a consulta insatisfeitos com o nariz, quando o problema principal está no queixo. Isso acontece porque o rosto funciona como um sistema de proporções interdependentes: alterar uma estrutura impacta a percepção de todas as outras.

A relação queixo-nariz

Em um perfil harmonioso, a ponta do nariz e o ponto mais anterior do queixo ficam aproximadamente na mesma linha vertical -- a chamada linha de Ricketts (referência cefalométrica). Quando o queixo está recuado, o nariz parece proporcionalmente grande, mesmo com dimensões normais. Corrigir o queixo pode tornar desnecessária uma rinoplastia. Quando a rinoplastia é necessária, o resultado combinado fica muito mais equilibrado.

A relação queixo-pescoço

O ângulo cervicomentoniano (entre queixo e pescoço) depende diretamente da projeção do queixo. Um queixo recuado cria um ângulo obtuso, dando impressão de papada mesmo em pacientes magros. Ao avançar o queixo com a genioplastia, melhoro a definição do pescoço. Essa melhora pode ser potencializada combinando a genioplastia com um neck lift.

A relação queixo-lábios

O sulco mentolabial (a dobra entre o lábio inferior e o queixo) é profundamente influenciado pela posição do queixo. Um queixo muito projetado pode achatar esse sulco; um queixo recuado pode aprofundá-lo excessivamente. Na genioplastia, consigo modular essa relação com precisão.

Genioplastia na face masculina versus feminina

O queixo masculino e o feminino ideais são diferentes. No homem, um queixo projetado, angular e largo transmite força. Na mulher, contornos suaves e formato ovalado costumam ser mais harmoniosos. Essas diferenças guiam meu planejamento de forma individualizada.

Procedimentos frequentemente combinados com a genioplastia

O queixo raramente é o único aspecto do rosto que pede correção. Combino a genioplastia com outros procedimentos para alcançar harmonia facial completa.

Rinoplastia

A combinação rinoplastia + genioplastia é uma das mais poderosas da cirurgia plástica facial. Corrigir nariz e queixo simultaneamente transforma o perfil de forma surpreendente. Realizo a cirurgia combinada no mesmo tempo anestésico, sem aumento significativo dos riscos.

Lifting facial

Em pacientes com envelhecimento facial e queixo recuado, associo a genioplastia ao lifting facial deep plane. O avanço do queixo melhora o contorno mandibular e complementa o rejuvenescimento proporcionado pelo lifting.

Bichectomia

A bichectomia (remoção das bolas de Bichat) pode ser associada à genioplastia para criar uma definição facial ainda maior. A combinação é especialmente interessante em pacientes que desejam um rosto mais anguloso e definido.

Lipoaspiração submentoniana

Quando há acúmulo de gordura sob o queixo, posso associar uma lipoaspiração submentoniana à genioplastia. O avanço do osso combinado com a remoção da gordura cria um ângulo cervicomentoniano espetacular.

Preenchimento facial complementar

Após a genioplastia, pode ser interessante complementar com preenchimento facial em áreas como o ângulo mandibular ou as maçãs do rosto para maximizar a harmonia global.

A consulta: avaliação individualizada

Na consulta, dedico tempo para entender o que incomoda você, avaliar sua anatomia e determinar o melhor plano cirúrgico.

O que avalio durante a consulta

  • Proporções dos terços faciais: medições que revelam se o terço inferior está proporcionalmente correto.
  • Oclusão dentária: a mordida influencia diretamente o posicionamento do queixo. Problemas oclusais graves podem exigir cirurgia ortognática ao invés de genioplastia isolada.
  • Simetria facial: desvios do queixo ou assimetrias mandibulares que precisam ser corrigidos.
  • Perfil e ângulos faciais: ângulo nasolabial, cervicomentoniano, projeção da ponta nasal.
  • Espessura dos tecidos moles: a quantidade de tecido mole sobre o osso influencia o resultado final.
  • Musculatura mentoniana: hiperatividade do músculo mentoniano (o famoso "queixo de bruxa") pode ser corrigida durante a cirurgia.

Exames pré-operatórios

  • Hemograma completo
  • Coagulograma (tempo de protrombina, INR, tempo de tromboplastina parcial)
  • Creatinina e ureia
  • Glicemia de jejum
  • Exame de urina tipo I
  • Eletrocardiograma
  • Avaliação cardiológica com risco cirúrgico
  • Telerradiografia lateral da face
  • Panorâmica dentária
  • Tomografia (quando indicada)

Medicamentos que devem ser suspensos

Suspender 15 dias antes e manter suspenso por 15 dias depois da cirurgia:

  • Ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS, Bufferin)
  • Anti-inflamatórios não esteroidais
  • Vitamina E em altas doses
  • Ginkgo biloba e outros fitoterápicos
  • Ômega 3 em altas doses

O tabagismo deve ser interrompido pelo mesmo período. A nicotina compromete a circulação e dificulta a cicatrização óssea e dos tecidos moles.

Pós-operatório: o que esperar após a genioplastia

A recuperação da genioplastia óssea costuma ser tranquila. Os desconfortos existem, mas são perfeitamente manejáveis.

Primeiras 48 horas

Espere inchaço significativo no queixo e lábio inferior -- isso é normal. Aplique compressas frias e mantenha a cabeça elevada. A dor é moderada e responde bem à medicação prescrita. Dieta líquida e pastosa nos primeiros dias.

Primeira semana

O inchaço atinge seu pico entre o segundo e o terceiro dia e começa a diminuir progressivamente. Equimoses (manchas roxas) podem aparecer na região do queixo e pescoço. Mantenha a higiene oral rigorosa com enxaguante bucal antisséptico, já que a incisão é dentro da boca. Evite alimentos duros ou que exijam mastigação vigorosa.

Segunda semana

A maior parte do inchaço já cedeu e os fios absorvíveis começam a se dissolver. Você pode retornar às atividades leves. Formigamento ou dormência parcial no lábio inferior são normais e temporários.

Primeiro mês

Retorno progressivo às atividades normais. Evite esportes de contato e qualquer trauma na região do queixo. A consolidação óssea está em andamento — o fragmento está se fundindo à mandíbula na nova posição.

Dois a seis meses

O inchaço residual continua cedendo lentamente. A sensibilidade do lábio geralmente retorna completamente nesse período. O resultado final começa a se definir.

Resultado definitivo

Entre seis meses e um ano, o resultado está completo. A consolidação óssea é total, os tecidos moles se acomodaram e o resultado é permanente. Esse é o queixo que você terá para o resto da vida.

Riscos e complicações: transparência total

Como qualquer cirurgia, a genioplastia óssea tem riscos. Conhecer cada um deles ajuda você a tomar uma decisão informada.

Alteração temporária da sensibilidade

Essa é a complicação mais frequente. Mesmo com proteção cuidadosa do nervo mentoniano, algum grau de dormência ou formigamento no lábio inferior e queixo ocorre nos primeiros meses. A sensibilidade retorna completamente na grande maioria dos casos entre três e seis meses. Lesão permanente do nervo é extremamente rara quando um cirurgião experiente realiza o procedimento.

Assimetria residual

A precisão do planejamento e da execução minimiza esse risco, mas pequenas assimetrias podem ocorrer. Em raros casos, pode ser necessária uma revisão cirúrgica.

Infecção

A cavidade oral contém bactérias, o que torna a higiene pós-operatória essencial. Prescrevo antibióticos preventivos (antibioticoprofilaxia) e oriento sobre cuidados rigorosos com a higiene bucal. A incidência de infecção é baixa.

Problemas com a fixação

Afrouxamento ou fratura das miniplacas e parafusos é excepcional, mas possível. Ocorre geralmente quando o paciente sofre trauma na região antes da consolidação óssea completa.

Reabsorção óssea

Diferente das próteses, a genioplastia óssea apresenta taxa mínima de reabsorção, já que estamos reposicionando osso vascularizado que mantém suas conexões biológicas. Ainda assim, alguma remodelação óssea pode ocorrer ao longo de anos.

Ptose do mento (witch chin)

Se os tecidos moles não forem adequadamente readaptados ao osso, pode haver um "caimento" da pele e musculatura do queixo. Previno isso com técnica meticulosa de reinserção muscular e curativo compressivo adequado.

Explico todos esses riscos em detalhe na consulta, para que você entre na cirurgia completamente informado.

Minha formação e experiência em cirurgia facial

Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e tive o privilégio de ser aluno do Professor Ivo Pitanguy, o maior nome da cirurgia plástica brasileira. Com ele, aprendi técnicas cirúrgicas e uma filosofia de respeito ao paciente.

Em mais de 20 anos de prática, realizei mais de 8.000 cirurgias plásticas. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), e participo regularmente de congressos nacionais e internacionais.

A cirurgia facial é minha principal área de atuação. Do lifting facial deep plane à rinoplastia, do neck lift à genioplastia, cada procedimento exige compreensão profunda da anatomia tridimensional da face.

Por que confiar em mim para sua genioplastia

A genioplastia óssea exige domínio da anatomia mandibular, habilidade com instrumentais de osteotomia e sensibilidade estética. Minha experiência, combinada com planejamento meticuloso, permite resultados previsíveis e satisfatórios.

Se durante a consulta eu perceber que a genioplastia não é a melhor opção para você — se uma prótese resolve melhor, se o problema é ortognático ou se suas expectativas não são realistas — direi isso com clareza. Prefiro perder uma cirurgia a fazer um paciente infeliz.

Perguntas frequentes sobre genioplastia óssea

A genioplastia deixa cicatriz visível?

Não. O cirurgião faz a incisão por dentro da boca, no sulco entre o lábio inferior e a gengiva. Não fica nenhuma cicatriz visível na pele do rosto. A cicatriz interna se torna praticamente imperceptível após a cicatrização completa.

A genioplastia óssea é muito dolorosa?

A dor é moderada. A maioria dos pacientes relata mais desconforto com o inchaço do que com dor propriamente dita. Analgésicos comuns controlam bem o pós-operatório, sem necessidade de medicação forte por tempo prolongado.

Quanto tempo dura a cirurgia?

A genioplastia isolada dura entre uma e duas horas. Quando combinada com rinoplastia, o tempo total aumenta proporcionalmente, mas tudo ocorre no mesmo tempo anestésico.

Quando posso voltar a trabalhar?

Para atividades que não exigem esforço físico, geralmente em sete a dez dias. O inchaço ainda será visível, mas razoavelmente discreto. Para atividades públicas ou eventos, recomendo duas a três semanas. Esportes de contato, somente após seis a oito semanas.

O resultado é permanente?

Sim. Uma vez que o osso consolida na nova posição (aproximadamente seis semanas), o resultado é definitivo. O queixo permanecerá nessa posição para o resto da vida. Essa é uma das grandes vantagens da genioplastia óssea sobre preenchimentos e até mesmo sobre próteses.

A genioplastia afeta a mordida ou os dentes?

Não. A osteotomia acontece abaixo das raízes dos dentes e do canal mandibular, sem alterar a mordida (oclusão). Se o paciente tem problemas de mordida que contribuem para a desarmonia facial, pode ser necessária uma cirurgia ortognática -- um procedimento diferente e mais abrangente.

Posso fazer genioplastia junto com rinoplastia?

Sim, e essa é uma das combinações mais frequentes. Corrigir queixo e nariz ao mesmo tempo traz harmonia facial superior a corrigir apenas um deles. A cirurgia combinada é segura e não aumenta significativamente o tempo de recuperação.

Qual a diferença entre genioplastia e cirurgia ortognática?

A genioplastia move apenas o fragmento inferior do queixo (mento). A cirurgia ortognática reposiciona toda a mandíbula e/ou maxila, corrigindo problemas de mordida e desproporções esqueléticas maiores. A genioplastia é indicada quando a oclusão está adequada e o problema é exclusivamente estético no mento.

As miniplacas de titânio podem ser sentidas ou vistas?

Não. As miniplacas são extremamente finas e ficam fixadas ao osso, cobertas pelos tecidos moles. Não são palpáveis na maioria dos pacientes e não são visíveis. Não causam rejeição, não enferrujam e não precisam ser removidas.

Vou ficar com dormência permanente no queixo?

Dormência temporária é esperada e normal nos primeiros meses. A sensibilidade retorna progressivamente, com recuperação completa na grande maioria dos casos entre três e seis meses. Dormência permanente é extremamente rara quando a cirurgia é realizada com técnica adequada e proteção cuidadosa dos nervos mentonianos.

A genioplastia é indicada para homens e mulheres?

Sim, para ambos. O planejamento é individualizado conforme o padrão estético de cada gênero. No homem, geralmente busco um queixo mais projetado e angular. Na mulher, um contorno mais suave e delicado. O princípio da cirurgia é o mesmo; o que muda são os objetivos estéticos.

Posso combinar genioplastia com bichectomia?

Sim. A bichectomia complementa muito bem a genioplastia, especialmente em pacientes que desejam um rosto mais definido e anguloso. As duas cirurgias podem ser feitas no mesmo tempo cirúrgico, com incisões intraorais independentes.

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Dr. Walter Zamarian Jr.

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