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Ptose Palpebral em Londrina

Correção de ptose palpebral em Londrina: recupere seu olhar e sua visão

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 18/02/2026

Correção de ptose palpebral em Londrina: recupere seu olhar e sua visão

O que é ptose palpebral e por que ela merece atenção especial

Se você percebeu que uma ou ambas as pálpebras superiores estão caindo, cobrindo parte da pupila e dificultando sua visão, provavelmente tem ptose palpebral. Conhecida como "pálpebra caída", essa condição vai além da estética: ela compromete a visão e reduz sua qualidade de vida.

Na minha prática como cirurgião plástico em Londrina, atendi centenas de pacientes com ptose palpebral. Muitos chegavam ao consultório achando que precisavam apenas de uma blefaroplastia para remover o excesso de pele, quando o problema real era a fraqueza do músculo elevador da pálpebra. Essa distinção faz toda a diferença, porque o tratamento correto depende de um diagnóstico preciso.

A ptose palpebral ocorre quando o músculo elevador da pálpebra superior perde força ou se descola da cartilagem tarsal. O resultado: a pálpebra desce além da posição normal e pode cobrir parcial ou totalmente a pupila. Diferentemente do excesso de pele tratado com blefaroplastia, a ptose envolve disfunção muscular que exige correção cirúrgica específica.

Muitos pacientes convivem com a ptose por anos antes de buscar tratamento. Alguns inclinam a cabeça para trás ou elevam as sobrancelhas o tempo todo para compensar a queda. Essas compensações causam fadiga muscular e dores de cabeça, além de mascarar a gravidade do problema. Se você se identificou com essa descrição, saiba que existe solução.

As causas da ptose palpebral: entendendo por que sua pálpebra caiu

A ptose palpebral pode ter diversas origens, e identificar a causa correta é essencial para definir a melhor abordagem cirúrgica. Na minha experiência, classifico as causas em quatro grandes grupos:

Ptose involutiva (por envelhecimento)

Esta é a causa mais comum. Com o tempo, a aponeurose do músculo elevador (estrutura tendinosa que conecta o músculo à pálpebra) se alonga, afina ou se desinsere parcialmente da cartilagem tarsal. A pálpebra vai caindo gradualmente ao longo dos anos. Esse tipo costuma ser bilateral, embora um lado fique mais comprometido que o outro.

O uso prolongado de lentes de contato rígidas pode acelerar esse processo, pois a manipulação repetida da pálpebra ao colocar e retirar as lentes contribui para o estiramento da aponeurose. Cirurgias oculares prévias, como a de catarata, também podem desencadear uma ptose involutiva.

Ptose congênita

Presente desde o nascimento, a ptose congênita ocorre quando o músculo elevador da pálpebra não se desenvolve adequadamente durante a gestação. O músculo apresenta uma quantidade anormal de tecido fibroso no lugar das fibras musculares contráteis, resultando em uma capacidade de elevação reduzida. Pode afetar um ou ambos os olhos.

Em crianças, a ptose congênita merece atenção especial porque pode causar ambliopia — o chamado "olho preguiçoso" — se a pálpebra caída obstruir o eixo visual durante o período crítico de desenvolvimento da visão. Nesses casos, a correção cirúrgica precoce é fundamental.

Ptose neurogênica

Causada por problemas nos nervos que controlam o músculo elevador. A forma mais conhecida é a paralisia do terceiro par craniano (nervo oculomotor), que pode causar estrabismo e dilatação da pupila. A miastenia gravis, doença autoimune que afeta a junção entre nervo e músculo, também se manifesta como ptose. Nesse caso, a queda costuma flutuar: piora ao longo do dia e melhora com repouso.

Ptose mecânica e traumática

Tumores palpebrais, cicatrizes, processos inflamatórios crônicos e traumas diretos na pálpebra ou na região orbital podem causar ptose por peso excessivo sobre a pálpebra ou por lesão direta do músculo elevador e sua aponeurose. Cirurgias prévias na região também se enquadram nessa categoria.

Durante a consulta, realizo um exame detalhado para identificar não apenas a presença da ptose, mas sua causa específica, pois isso determina a técnica cirúrgica mais adequada para cada paciente.

Ptose palpebral versus blefaroplastia: a diferença que muitos desconhecem

Uma das confusões mais frequentes que encontro é entre ptose palpebral e dermatocálase (excesso de pele na pálpebra superior). Embora possam coexistir — e frequentemente coexistem — são condições distintas que exigem tratamentos diferentes.

O que é dermatocálase

A dermatocálase é o excesso de pele e, por vezes, de gordura na pálpebra superior. A pele excedente pende sobre o sulco palpebral e pode cobrir os cílios, mas a margem da pálpebra em si permanece em posição normal. O tratamento é a blefaroplastia superior, que remove o excesso de pele e gordura.

O que é ptose palpebral

Na ptose, o problema está na margem da pálpebra: ela desce abaixo da posição normal (que seria cerca de um a dois milímetros abaixo do limbo superior da córnea). Mesmo que você remova todo o excesso de pele com uma blefaroplastia, a pálpebra continuará caída se o músculo elevador não for reparado.

A importância do diagnóstico correto

Já recebi pacientes que haviam feito blefaroplastia em outro serviço e saíram insatisfeitos porque "a pálpebra continuava caída". O motivo era simples: tinham ptose palpebral não diagnosticada. A blefaroplastia removeu o excesso de pele, mas não corrigiu a fraqueza do músculo elevador.

Na prática, é muito comum corrigir a ptose e a blefaroplastia no mesmo tempo cirúrgico. Em pacientes acima de cinquenta anos, a combinação de ptose involutiva com dermatocálase é a regra, não a exceção. Primeiro corrijo a ptose (reforçando ou encurtando a aponeurose do elevador) e depois removo o excesso de pele. O resultado: um olhar completamente renovado.

Se você não tem certeza se o seu problema é excesso de pele, ptose ou ambos, a consulta presencial é o caminho. Realizo medidas precisas da fenda palpebral, da função do músculo elevador e da distância margem-reflexo para determinar exatamente o que precisa ser feito.

Avaliação clínica: como eu diagnostico e classifico a ptose

O sucesso da cirurgia de ptose começa com uma avaliação meticulosa. Na consulta, realizo uma série de medidas e testes que determinam não apenas a gravidade da ptose, mas também a técnica mais adequada para corrigi-la.

Medidas que realizo

  • Distância margem-reflexo (MRD1): a medida mais importante. É a distância entre a margem palpebral superior e o reflexo luminoso no centro da pupila. O normal é de quatro a cinco milímetros. Na ptose leve, fica entre três e quatro milímetros; moderada, entre dois e três; e severa, abaixo de dois milímetros.
  • Fenda palpebral: a distância vertical entre a margem superior e inferior da pálpebra. O normal é de nove a doze milímetros.
  • Função do músculo elevador: bloqueio a ação do músculo frontal com meu polegar sobre a sobrancelha e peço ao paciente que olhe para baixo e depois para cima. A excursão da pálpebra indica a função muscular. Boa função: acima de doze milímetros; regular: oito a doze; pobre: abaixo de oito milímetros.
  • Altura do sulco palpebral: na ptose involutiva, o sulco costuma estar mais alto que o normal, indicando desinserção da aponeurose.
  • Teste de fenilefrina: aplico um colírio vasoconstritor que estimula o músculo de Müller. Se a pálpebra sobe significativamente, indica que a técnica de conjuntivomullerectomia pode ser uma boa opção.

O que mais avalio

Examino também a posição das sobrancelhas, pois muitos pacientes com ptose desenvolvem uma elevação compensatória da sobrancelha que precisa ser considerada no planejamento cirúrgico. Avalio a presença de dermatocálase associada, a simetria facial, a função do músculo orbicular, a sensibilidade corneana e o filme lacrimal. Solicito avaliação oftalmológica quando necessário, especialmente para descartar causas neurológicas.

Quando há suspeita de miastenia gravis, solicito teste de anticorpos anti-receptores de acetilcolina e, se necessário, eletroneuromiografia (exame que avalia a condução nervosa). Excluir causas neurológicas antes de indicar cirurgia é fundamental, pois nesses casos o tratamento pode ser clínico.

Técnicas cirúrgicas para correção da ptose palpebral

A escolha da técnica cirúrgica depende de dois fatores: a causa da ptose e a função residual do músculo elevador. Domino as três principais abordagens e escolho a mais adequada para cada caso.

Avanço ou reinserção da aponeurose do elevador

Esta é a técnica que mais realizo, indicada para a ptose involutiva — a mais comum — onde a aponeurose do músculo elevador se alongou ou se desinsere da cartilagem tarsal. Através de uma incisão no sulco natural da pálpebra superior (a mesma utilizada na blefaroplastia), identifico a aponeurose, reforço sua inserção no tarso e ajusto a altura da pálpebra com suturas precisas.

A grande vantagem dessa técnica é que a realizo sob anestesia local com sedação, o que me permite pedir ao paciente que abra os olhos durante a cirurgia para verificar a simetria em tempo real. Esse ajuste intraoperatório é um dos segredos para obter resultados simétricos e naturais. A incisão fica escondida no sulco palpebral e torna-se praticamente invisível após a cicatrização.

Conjuntivomullerectomia (ressecção do músculo de Müller)

Técnica minimamente invasiva realizada pela face interna da pálpebra, sem incisão na pele. Indico para ptose leve quando o teste de fenilefrina é positivo, sinalizando boa função do músculo de Müller. Resseco uma porção da conjuntiva e do músculo de Müller, encurtando a estrutura e elevando a pálpebra. A recuperação é mais rápida e sem cicatriz visível.

Suspensão frontal (frontalis sling)

Reservo esta técnica para casos de ptose severa com função pobre do músculo elevador, como ocorre em ptoses congênitas graves. Quando o músculo elevador praticamente não funciona, a única alternativa é conectar a pálpebra ao músculo frontal, de modo que o paciente eleve a pálpebra ao contrair a testa.

Posso utilizar fáscia lata autóloga (retirada da coxa do próprio paciente), fáscia temporal ou materiais sintéticos como o silicone. A fáscia autóloga oferece os melhores resultados a longo prazo. A técnica exige experiência e precisão para obter um resultado funcional e esteticamente aceitável.

Combinação com outros procedimentos

Na maioria dos pacientes adultos, combino a correção da ptose com blefaroplastia superior para remover o excesso de pele, obtendo um resultado completo. Em alguns casos, associo também a blefaroplastia inferior ou a blefaroplastia transconjuntival para rejuvenescimento completo da região periorbital. A elevação de supercílios também pode ser indicada quando há queda associada das sobrancelhas.

A cirurgia passo a passo: como realizo a correção da ptose

Descrevo aqui o procedimento mais comum na minha prática: o avanço da aponeurose do elevador, frequentemente associado à blefaroplastia superior.

Anestesia e marcação

Realizo a cirurgia sob anestesia local com sedação. Antes de iniciar, com o paciente sentado, faço marcações precisas na pálpebra: sulco palpebral, quantidade de pele a remover e pontos de referência para simetria.

Incisão e acesso

Faço a incisão no sulco natural da pálpebra superior, seguindo a marcação prévia. Quando há dermatocálase associada, removo a faixa de pele e orbicular. Em seguida, acesso o septo orbital e identifico a aponeurose do músculo elevador.

Identificação e reparo da aponeurose

Identifico a aponeurose — que na ptose involutiva costuma estar adelgaçada, desinserida ou alongada — e a libero cuidadosamente. Realizo o avanço ou reinserção da aponeurose na face anterior da cartilagem tarsal com suturas de nylon ou poliéster. O ponto-chave é posicionar a sutura no local exato que proporcionará a elevação adequada da pálpebra.

Ajuste intraoperatório

Aqui está o diferencial da técnica sob anestesia local: peço ao paciente que abra os olhos e comparo a altura e o contorno de ambas as pálpebras. Faço ajustes finos nas suturas até obter a simetria desejada. Essa possibilidade de ajuste em tempo real é impossível sob anestesia geral e contribui enormemente para resultados superiores.

Fechamento

Fecho a incisão com suturas finas que são removidas entre o quinto e o sétimo dia. A cicatriz fica escondida no sulco palpebral natural e torna-se praticamente imperceptível em algumas semanas.

O procedimento dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora e meia, dependendo se é uni ou bilateral e se há blefaroplastia associada. O paciente vai para casa no mesmo dia.

Recuperação pós-operatória: o que esperar

A recuperação da cirurgia de ptose palpebral é geralmente mais tranquila do que os pacientes imaginam. Aqui descrevo o que você pode esperar em cada fase:

Primeiras 48 horas

Espere inchaço e hematomas na região palpebral, o que é completamente normal. Recomendo compressas frias (gelo envolto em tecido limpo) por vinte minutos a cada hora nas primeiras 48 horas. Mantenha a cabeça elevada, inclusive para dormir. A medicação prescrita controla bem o desconforto, que costuma ser leve. Use colírios lubrificantes para proteger a córnea.

Primeira semana

O inchaço atinge o pico entre o segundo e o terceiro dia e começa a regredir. As equimoses (manchas roxas) podem se estender para a maçã do rosto e desaparecem em dez a quatorze dias. Removo os pontos entre o quinto e o sétimo dia, no consultório, de forma rápida e indolor.

Segunda a terceira semana

A maior parte do inchaço já cedeu e você estará apresentável para atividades sociais. A pálpebra pode apresentar ligeira assimetria temporária pelo edema residual, algo esperado que se resolve sozinho. Você pode usar maquiagem suave após a retirada dos pontos.

Um a três meses

O resultado vai se refinando progressivamente. A cicatriz no sulco palpebral amadurece e torna-se cada vez mais discreta. A sensibilidade da pálpebra, que pode ficar alterada nos primeiros dias, normaliza-se completamente.

Resultado final

Entre três e seis meses, o resultado definitivo se estabelece. A pálpebra assume sua posição final, o contorno palpebral fica natural e harmonioso, e os pacientes relatam uma melhora significativa não apenas na aparência, mas também no campo visual.

Cuidados importantes

  • Evite esforço físico intenso por duas a três semanas
  • Não use lentes de contato por pelo menos duas semanas
  • Proteja os olhos do sol com óculos escuros
  • Não coce ou esfregue os olhos durante a recuperação
  • Aplique os colírios e a pomada oftálmica conforme prescrição
  • Compareça a todas as consultas de revisão

Ptose palpebral em crianças: quando operar

A ptose congênita merece atenção especial. Quando atendo uma criança com ptose, minha principal preocupação não é estética, mas funcional. Se a pálpebra cobre o eixo visual nos primeiros anos de vida, pode causar ambliopia (o "olho preguiçoso"): o cérebro "desliga" a visão daquele olho por falta de estímulos adequados.

Quando a cirurgia é urgente

Quando a ptose é severa e cobre a pupila total ou quase totalmente, opero o mais cedo possível (antes dos dois anos de idade) para preservar o desenvolvimento visual. Nesses casos, a técnica de escolha costuma ser a suspensão frontal, pois o músculo elevador tem função muito pobre.

Quando posso aguardar

Se a ptose é parcial e não obstrui o eixo visual, posso acompanhar a criança clinicamente, com avaliações oftalmológicas periódicas para monitorar a acuidade visual e o desenvolvimento da ambliopia. A cirurgia pode ser programada para uma idade em que a cooperação da criança facilite o procedimento — geralmente entre três e cinco anos.

Particularidades técnicas na criança

Em crianças, opero sob anestesia geral, o que impede o ajuste intraoperatório feito nos adultos. Por isso, utilizo tabelas de referência baseadas na função do músculo elevador para calcular a quantidade exata de avanço ou ressecção. A experiência do cirurgião se torna ainda mais decisiva nesses casos.

Os pais devem estar cientes de que, na ptose congênita, pode ser necessário mais de um procedimento ao longo da vida da criança, especialmente se a primeira cirurgia for realizada muito precocemente. O acompanhamento a longo prazo é fundamental.

Riscos e complicações: transparência acima de tudo

Como em qualquer procedimento cirúrgico, a correção de ptose palpebral possui riscos que discuto abertamente com todos os meus pacientes. Acredito que a transparência é fundamental para uma relação de confiança.

Subcorreção e sobrecorreção

O ajuste da altura palpebral é milimétrico. Diferenças de apenas um milímetro são perceptíveis. A subcorreção (pálpebra que permanece mais baixa que o desejado) e a sobrecorreção (pálpebra que fica mais alta, dificultando o fechamento completo do olho) são as complicações mais comuns. O ajuste intraoperatório sob anestesia local minimiza muito esse risco, mas revisões cirúrgicas podem ser necessárias em uma pequena porcentagem de casos.

Assimetria

Obter simetria perfeita entre os dois olhos é o maior desafio técnico da cirurgia de ptose. É importante entender que nenhum rosto humano é perfeitamente simétrico, e pequenas assimetrias são aceitáveis e naturais. Em casos mais evidentes, uma revisão pode ser indicada.

Lagoftalmo

Dificuldade para fechar completamente os olhos pode ocorrer nos primeiros dias após a cirurgia, especialmente durante o sono. Por isso prescrevo lubrificantes oculares e pomada oftálmica noturna. Essa condição geralmente melhora à medida que o edema regride e os tecidos se acomodam.

Olho seco

Pacientes que já têm tendência a olho seco podem apresentar piora temporária após a cirurgia. Avaliação do filme lacrimal no pré-operatório é essencial.

Hematoma e infecção

Raros com técnica adequada e cuidados pós-operatórios rigorosos. Suspender anticoagulantes e anti-inflamatórios antes da cirurgia reduz o risco de sangramento.

Na literatura médica mundial, a taxa de revisão na cirurgia de ptose gira em torno de dez a quinze por cento, acima da maioria dos procedimentos estéticos. Informo isso sempre, porque expectativas realistas geram resultados satisfatórios. Com o ajuste intraoperatório sob anestesia local, minha taxa de revisão está abaixo dessa média.

Resultados: o que a correção da ptose pode fazer por você

Meus pacientes descrevem os resultados como transformadores, e não exageram. A pálpebra que antes cobria parte da pupila volta à posição natural, revelando um olhar escondido por anos.

Benefícios funcionais

  • Ampliação do campo visual: pacientes relatam enxergar "mais" — não porque a acuidade visual mudou, mas porque o campo visual superior foi desobstruído.
  • Eliminação da fadiga compensatória: sem precisar mais elevar constantemente as sobrancelhas para manter os olhos abertos, a musculatura frontal relaxa e as dores de cabeça tensionais desaparecem.
  • Melhora na postura cervical: pacientes que inclinavam a cabeça para trás para compensar a ptose voltam a uma posição natural.
  • Maior conforto na leitura e no uso de computador: atividades que exigem campo visual amplo tornam-se mais confortáveis.

Benefícios estéticos

  • Olhar mais aberto e jovial: a pálpebra em posição adequada confere uma expressão descansada e alerta.
  • Simetria facial melhorada: especialmente em ptoses unilaterais, a correção restaura a harmonia entre os dois lados do rosto.
  • Rejuvenescimento periorbital: quando associada à blefaroplastia, a transformação no olhar é completa.
  • Autoestima renovada: muitos pacientes relatam melhora significativa na autoconfiança após a cirurgia.

Durabilidade

A correção da ptose palpebral é duradoura. Na ptose involutiva corrigida por avanço da aponeurose, os resultados se mantêm por muitos anos. Em alguns pacientes, pode haver um grau de recidiva ao longo de décadas, o que é natural considerando que o processo de envelhecimento continua. Mas mesmo nesses casos, uma eventual revisão é um procedimento mais simples que a cirurgia original.

Minha experiência e abordagem na correção da ptose

Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e fui aluno do Professor Ivo Pitanguy. Em mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas, incluindo centenas de correções de ptose palpebral. Sou membro titular da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e da ASPS (American Society of Plastic Surgeons).

A cirurgia de ptose exige conhecimento anatômico profundo, precisão milimétrica e julgamento estético apurado. O músculo elevador e sua aponeurose são estruturas delicadas. O sucesso depende de ajustes de um ou dois milímetros que fazem toda a diferença no resultado.

Minha filosofia de tratamento

Cada ptose é diferente, e não existe uma abordagem única que sirva para todos. Na minha prática, personalizo a técnica cirúrgica para cada paciente baseado na causa da ptose, na função do músculo elevador, na idade, nas expectativas e nas condições associadas. Essa individualização é o que permite resultados consistentemente bons.

Também acredito na importância de tratar a região periorbital como um todo. Uma ptose corrigida em conjunto com uma blefaroplastia superior, quando indicada, proporciona um resultado muito mais harmonioso do que tratar cada problema isoladamente. Da mesma forma, se há queda de sobrancelha associada, a elevação de supercílios pode ser combinada para um resultado completo.

Para pacientes que buscam uma abordagem integrada de rejuvenescimento facial, a correção da ptose pode ser combinada com procedimentos como o lifting facial, o enxerto de gordura, o preenchimento facial ou a toxina botulínica, sempre respeitando as particularidades anatômicas de cada região.

Perguntas frequentes sobre ptose palpebral

Qual a diferença entre ptose palpebral e excesso de pele na pálpebra?

São condições diferentes. A ptose palpebral é a queda da margem da pálpebra superior por fraqueza do músculo elevador ou desinserção de sua aponeurose. O excesso de pele (dermatocálase) é uma sobra de pele que pende sobre o sulco palpebral, mas a margem da pálpebra em si está em posição normal. O tratamento da ptose envolve reparo do músculo elevador, enquanto o excesso de pele é tratado com blefaroplastia. Frequentemente, ambas as condições coexistem e são corrigidas no mesmo procedimento.

A cirurgia de ptose palpebral é feita com anestesia local ou geral?

Na maioria dos adultos, realizo a cirurgia sob anestesia local com sedação. Essa é a minha preferência porque permite que o paciente abra os olhos durante o procedimento, possibilitando o ajuste intraoperatório da altura palpebral — o que é fundamental para obter simetria e resultado natural. Em crianças, utilizo anestesia geral.

Quanto tempo dura a cirurgia de ptose?

A correção unilateral dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora. Bilateral, cerca de uma hora e meia. Se associada a blefaroplastia, o tempo total fica entre uma hora e meia e duas horas. É um procedimento ambulatorial — você vai para casa no mesmo dia.

A correção de ptose deixa cicatriz visível?

A incisão é posicionada no sulco natural da pálpebra superior, ficando escondida na dobra palpebral. Após a cicatrização completa, torna-se praticamente invisível. Na técnica de conjuntivomullerectomia (via posterior), não há incisão na pele — é totalmente livre de cicatriz visível.

A ptose palpebral pode voltar após a cirurgia?

O resultado é duradouro na grande maioria dos casos. Porém, como o envelhecimento continua, pode haver algum grau de recidiva ao longo de muitos anos, especialmente na ptose involutiva. Em ptoses congênitas operadas na infância, pode ser necessário um segundo procedimento na adolescência ou idade adulta. Informo sempre essa possibilidade aos pais.

Meu plano de saúde cobre a cirurgia de ptose?

Quando a ptose compromete o campo visual, a cirurgia é considerada funcional, não estética, e pode ser coberta por planos de saúde. Isso é documentado através de campimetria computadorizada que demonstra a redução do campo visual superior. Posso orientá-lo sobre a documentação necessária durante a consulta.

Existe tratamento para ptose palpebral sem cirurgia?

Não existe tratamento definitivo sem cirurgia para a ptose verdadeira. Existem dispositivos temporários (como "muletas palpebrais" acopladas aos óculos) que podem ajudar em casos onde a cirurgia não é possível. Recentemente, surgiu um colírio de oximetazolina que pode proporcionar uma elevação temporária de um a dois milímetros — útil como paliativo, mas não substitui a cirurgia quando esta é indicada. Na ptose causada por miastenia gravis, o tratamento clínico da doença de base pode melhorar a ptose.

Posso corrigir ptose palpebral e fazer blefaroplastia ao mesmo tempo?

Sim, e essa é a situação mais comum na minha prática. A maioria dos pacientes adultos com ptose involutiva também apresenta excesso de pele na pálpebra superior. Corrijo ambas as condições no mesmo tempo cirúrgico, através da mesma incisão. O resultado é um rejuvenescimento completo do olhar.

Quanto tempo leva para ver o resultado final?

O resultado provisório é visível já na primeira semana, após a retirada dos pontos. O edema residual leva de quatro a seis semanas para resolver completamente. O resultado definitivo, com cicatriz madura e contorno palpebral final, estabelece-se entre três e seis meses após a cirurgia.

A toxina botulínica pode causar ptose palpebral?

Sim, é uma complicação conhecida da aplicação de toxina botulínica (Botox) na região frontal e glabelar. Quando o produto migra para o músculo elevador da pálpebra, pode causar uma ptose temporária que dura de duas a seis semanas. Essa ptose é transitória e resolve-se espontaneamente quando o efeito da toxina passa. É diferente da ptose estrutural que corrigimos cirurgicamente. Por isso, é fundamental que a aplicação de toxina botulínica seja realizada por profissional experiente com profundo conhecimento da anatomia facial.

Qual o preparo necessário antes da cirurgia de ptose?

Solicito exames de sangue (hemograma, coagulação e glicemia), avaliação cardiológica com eletrocardiograma e, quando pertinente, avaliação oftalmológica com campimetria. Oriento suspender anti-inflamatórios, aspirina, vitamina E e fitoterápicos quinze dias antes. O tabagismo deve ser interrompido pelo mesmo período. Na véspera, jejum de oito horas.

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Se você percebeu que sua pálpebra está caindo, comprometendo seu olhar ou sua visão, o próximo passo é uma avaliação presencial. Na consulta, realizo todas as medidas necessárias para diagnosticar a causa e o grau da ptose, e explico exatamente qual técnica será mais adequada para o seu caso. Minha equipe está pronta para atender você.

Saiba mais sobre a primeira consulta, o investimento e as orientações de preparação pré-cirúrgica e recuperação pós-operatória.

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Dr. Walter Zamarian Jr.

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