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Blefaroplastia Transconjuntival

Elimine as bolsas sob os olhos sem cicatriz visível.
Blefaroplastia transconjuntival em Londrina.

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 18/02/2026

Blefaroplastia Transconjuntival em Londrina: adeus às bolsas de gordura sem nenhuma cicatriz externa

Se você tem bolsas sob os olhos que transmitem cansaço, envelhecimento ou tristeza, mas sua pele ainda é firme e sem excesso, tenho uma excelente notícia: a blefaroplastia transconjuntival elimina essas bolsas sem deixar nenhuma marca visível na pele. Com mais de vinte anos de experiência e oito mil cirurgias realizadas, posso afirmar que essa é uma das técnicas mais elegantes e gratificantes da cirurgia plástica.

A blefaroplastia transconjuntival se diferencia da blefaroplastia tradicional em um aspecto fundamental: realizo toda a cirurgia por dentro da pálpebra inferior, através da conjuntiva — a membrana rosada que reveste a parte interna da pálpebra. Não há corte na pele, sutura externa nem cicatriz visível. Acesso, removo ou redistribuo a gordura que forma as bolsas exclusivamente por via interna.

Essa abordagem é especialmente indicada para pacientes entre vinte e cinco e cinquenta anos que apresentam bolsas de gordura hereditárias ou precoces, sem excesso de pele ou flacidez significativa nas pálpebras inferiores. São pessoas que veem no espelho um rosto jovem, mas com bolsas que não combinam com sua idade real.

Por que as bolsas aparecem mesmo em pessoas jovens

Muitos pacientes se surpreendem quando explico que as bolsas sob os olhos nem sempre indicam envelhecimento. Uma parcela significativa dos casos envolve pacientes jovens com predisposição genética. O mecanismo é simples: a gordura que protege o globo ocular dentro da órbita começa a se projetar para a frente, empurra a pele da pálpebra inferior e cria aquele abaulamento característico.

Existem três compartimentos de gordura na pálpebra inferior — o nasal (medial), o central e o lateral — e qualquer um deles pode herniar, isoladamente ou em combinação. A herniação da gordura nasal é a mais comum e a mais perceptível, pois cria uma saliência próxima ao nariz que gera sombras e aprofunda o sulco nasojugal, aquela depressão que vai do canto interno do olho até a bochecha.

Quando o problema é exclusivamente gorduroso, sem excesso de pele, a via transconjuntival é a escolha perfeita. Não faz sentido criar uma cicatriz externa para tratar um problema que pode ser resolvido inteiramente por dentro.

Como funciona a blefaroplastia transconjuntival

A blefaroplastia transconjuntival é uma das técnicas mais refinadas da cirurgia palpebral. Realizo todo o procedimento através de uma pequena incisão na conjuntiva, a membrana mucosa que reveste a parte interna da pálpebra inferior. A conjuntiva cicatriza espontaneamente em poucos dias, sem necessidade de pontos na maioria dos casos. O resultado: nenhuma marca visível.

Durante a cirurgia, eu eversiono gentilmente a pálpebra inferior e faço uma incisão de aproximadamente um centímetro na conjuntiva. Através dessa pequena abertura, tenho acesso direto aos três compartimentos de gordura orbital. Com instrumentos delicados e precisos, identifico cada bolsa de gordura, avalio seu volume e decido a melhor estratégia: remoção parcial, remoção total ou redistribuição.

Remoção versus redistribuição da gordura

A decisão entre remover e redistribuir a gordura é um dos pontos centrais da cirurgia. Em pacientes com sulco nasojugal profundo — a depressão que vai do canto do olho em direção à bochecha — a melhor estratégia não é simplesmente retirar a gordura, e sim reposicioná-la. Libero a gordura herniada e a desloco para baixo, preenchendo o sulco nasojugal e criando uma transição suave entre pálpebra e bochecha.

Essa redistribuição resolve dois problemas com uma única manobra: elimina a bolsa e preenche a depressão. Em outros pacientes, com excesso real de gordura sem depressões significativas, a remoção parcial controlada é o caminho mais adequado. O segredo: remover apenas o necessário. Retirar gordura em excesso cria aspecto esqueletizado e envelhecido — exatamente o oposto do que buscamos.

A cirurgia é ambulatorial

Realizo a blefaroplastia transconjuntival sob anestesia local com sedação, de forma ambulatorial. Você chega à clínica, faz o procedimento e vai para casa no mesmo dia. A duração média varia de quarenta e cinco minutos a uma hora, dependendo da complexidade do caso.

Para quem é indicada a blefaroplastia transconjuntival

A seleção adequada do paciente determina o sucesso dessa cirurgia. A indicação correta importa tanto quanto a técnica cirúrgica em si. A blefaroplastia transconjuntival atende um perfil específico de paciente:

  • Bolsas de gordura sem excesso de pele: o paciente apresenta herniação de gordura na pálpebra inferior, mas a pele ainda é firme, elástica e sem excesso significativo.
  • Pacientes jovens com predisposição genética: pessoas entre vinte e cinco e cinquenta anos que herdaram a tendência familiar às bolsas palpebrais.
  • Sulco nasojugal profundo: quando a depressão entre a pálpebra e a bochecha é acentuada e pode ser corrigida com redistribuição da gordura orbital.
  • Pacientes que desejam zero cicatriz: para quem a ausência completa de marcas externas é uma prioridade.
  • Olheiras estruturais por sombra: quando a olheira é causada pela sombra projetada pelas bolsas, e não por pigmentação ou vasos sanguíneos visíveis.

Quando a transconjuntival NÃO é indicada

Preciso ser honesto: a blefaroplastia transconjuntival não resolve todos os problemas da pálpebra inferior. Se você apresenta excesso de pele, rugas acentuadas ou flacidez muscular significativa, a abordagem transcutânea (por fora) é mais adequada. Nesses casos, a blefaroplastia inferior tradicional permite remover tanto a gordura quanto o excesso de pele em um único procedimento.

Da mesma forma, pacientes com ptose palpebral — a queda da pálpebra superior — precisam de uma abordagem diferente e específica para esse problema. Durante a consulta, faço uma avaliação completa de todas as estruturas perioculares para determinar qual técnica oferece o melhor resultado para o seu caso específico.

Em alguns casos intermediários, posso combinar a via transconjuntival com um procedimento chamado "pinch blepharoplasty", onde removo uma fina faixa de pele logo abaixo dos cílios. Isso permite tratar tanto a gordura (por dentro) quanto um pequeno excesso de pele (por fora) com cicatriz mínima.

Vantagens sobre a blefaroplastia tradicional

A blefaroplastia transconjuntival oferece vantagens concretas sobre a técnica transcutânea tradicional. Observo essas diferenças diariamente na prática clínica:

Ausência total de cicatriz externa

A principal razão pela qual muitos pacientes buscam essa técnica. Sem incisão na pele, sem sutura visível, sem período de amadurecimento cicatricial. No dia seguinte, ninguém verá sinal de procedimento cirúrgico nas suas pálpebras.

Recuperação significativamente mais rápida

Sem dissecção da pele nem do músculo orbicular, a recuperação é mais curta e confortável. O inchaço diminui, os hematomas ficam discretos e a maioria dos pacientes está apresentável em cinco a sete dias. Na blefaroplastia tradicional, a recuperação completa pode levar duas a três semanas.

Menor risco de complicações

A via transconjuntival elimina dois riscos relevantes da cirurgia transcutânea: o ectrópio (eversão da pálpebra para fora) e a retração palpebral inferior. Essas complicações surgem por encurtamento ou cicatrização excessiva da pele após abordagem externa. Como a técnica transconjuntival não toca na pele, esses riscos são praticamente zero.

Preservação da anatomia natural

Ao acessar a gordura por dentro, preservo integralmente o músculo orbicular, o septo orbital e a pele da pálpebra. A forma natural dos olhos se mantém, sem alteração na posição ou na dinâmica palpebral. O resultado é absolutamente natural.

Possibilidade de revisão facilitada

Se uma revisão futura for necessária, a via transconjuntival facilita a reoperação porque não cria aderências cicatriciais na pele. A anatomia preservada simplifica qualquer intervenção complementar.

A consulta: avaliação detalhada do seu caso

Dedico tempo significativo à consulta porque uma avaliação inadequada é a principal causa de resultados insatisfatórios em cirurgia palpebral. Examino cada paciente com atenção a detalhes que podem parecer sutis, mas que fazem toda a diferença no resultado final.

O que avalio durante a consulta

  • Quantidade e distribuição das bolsas de gordura: identifico quais dos três compartimentos (nasal, central e lateral) estão herniados e em que grau.
  • Qualidade e elasticidade da pele: faço o teste do "snap-back" — puxo delicadamente a pálpebra inferior para baixo e avalio a velocidade com que ela retorna à posição normal. Uma pele com boa elasticidade retorna instantaneamente.
  • Presença de sulco nasojugal: avalio a profundidade da depressão entre a pálpebra e a bochecha para decidir se redistribuir a gordura é uma opção.
  • Tônus do músculo orbicular: verifico se o músculo que circunda o olho está com bom tônus, o que é essencial para a sustentação palpebral.
  • Posição da pálpebra inferior em relação à íris: uma pálpebra naturalmente baixa pode necessitar de técnicas complementares para prevenir retração.
  • Proeminência ocular: olhos mais proeminentes (proptose) exigem uma abordagem mais conservadora.
  • Assimetrias: todo rosto possui assimetrias naturais que preciso considerar no planejamento.

Exames necessários

Solicito exames pré-operatórios básicos que incluem hemograma completo, coagulograma (tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativada), glicemia, creatinina e eletrocardiograma. Pacientes acima de quarenta anos ou com condições de saúde específicas podem necessitar de avaliação cardiológica com risco cirúrgico.

Oriento a suspensão de medicamentos que aumentam o risco de sangramento — como ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, vitamina E, ômega 3 e ginkgo biloba — por quinze dias antes e quinze dias após a cirurgia.

O procedimento passo a passo

Entender cada etapa da cirurgia ajuda a diminuir a ansiedade e a construir confiança. Veja como realizo a blefaroplastia transconjuntival passo a passo:

Anestesia e preparação

A cirurgia é realizada sob anestesia local com sedação. Você ficará em estado de relaxamento e conforto, mas consciente. Aplico colírios anestésicos nos olhos e infiltro anestésico local na pálpebra inferior. Protetores oculares especiais são posicionados para proteger a córnea durante todo o procedimento.

Acesso transconjuntival

Com a pálpebra inferior gentilmente evertida, realizo uma incisão de aproximadamente um centímetro na conjuntiva, na região do fórnice inferior (a dobra entre a pálpebra e o globo ocular). Essa incisão é feita com bisturi elétrico, que cauteriza simultaneamente e minimiza o sangramento.

Tratamento das bolsas de gordura

Através dessa abertura, acesso sequencialmente os três compartimentos de gordura. Cada bolsa é cuidadosamente identificada, isolada e tratada de forma individualizada. A quantidade removida ou redistribuída é avaliada em tempo real, com o paciente sentado durante a cirurgia para verificar a simetria e o resultado.

Redistribuição da gordura (quando indicada)

Nos casos em que opto pela redistribuição, libero a gordura herniada do compartimento nasal e a reposiciono sobre o rebordo orbital inferior, preenchendo o sulco nasojugal. Fixo a gordura em sua nova posição com pontos absorvíveis delicados. Essa manobra transforma completamente a transição entre a pálpebra e a bochecha.

Fechamento

Na maioria dos casos, a conjuntiva não necessita de sutura — ela cicatriza espontaneamente em três a cinco dias. Em algumas situações, aplico um ou dois pontos absorvíveis muito finos para garantir o fechamento adequado. Não há curativo externo. Apenas aplico uma pomada oftálmica e compressas geladas.

Recuperação: o que esperar após a cirurgia

A recuperação rápida e confortável é uma das maiores vantagens da blefaroplastia transconjuntival. Mas toda cirurgia tem seu período de recuperação, e é importante saber exatamente o que esperar.

Primeiras 24 a 48 horas

Espere inchaço moderado nas pálpebras inferiores e, possivelmente, equimoses (manchas roxas). Aplique compressas geladas de forma intermitente: vinte minutos com compressa, vinte minutos sem. Mantenha a cabeça elevada ao dormir, com dois ou três travesseiros. Evite esforço físico, abaixar a cabeça e carregar peso.

Você poderá sentir uma leve sensação de areia nos olhos ou lacrimejamento discreto. Isso é completamente normal e decorre da incisão na conjuntiva, que está cicatrizando. Os colírios que prescrevo ajudam a manter os olhos lubrificados e confortáveis.

Primeira semana

O inchaço atinge o pico por volta do segundo dia e diminui progressivamente. As equimoses, quando presentes, descem por gravidade em direção às bochechas e mudam de cor: roxo, esverdeado, amarelado. Desaparecem completamente entre sete e quatorze dias.

A maioria dos pacientes está apresentável para atividades sociais em cinco a sete dias. Maquiagem pode ser usada com cuidado a partir do quinto dia, desde que não seja aplicada diretamente na borda palpebral.

Primeiro mês

O resultado já é bastante evidente, embora um discreto inchaço residual possa persistir. Evite exposição solar direta nas pálpebras e use óculos escuros com proteção UV quando sair. Atividades físicas podem ser retomadas gradualmente após duas semanas.

Resultado definitivo

O resultado final se estabelece entre dois e três meses, quando todo o inchaço residual já cedeu e os tecidos se acomodaram em sua posição definitiva. O resultado é duradouro — a gordura removida não volta a se acumular. Em pacientes jovens, o resultado pode ser considerado permanente.

Riscos e complicações: transparência total

Como em qualquer procedimento cirúrgico, a blefaroplastia transconjuntival possui riscos, ainda que sejam consideravelmente menores quando comparados à técnica transcutânea. Faço questão de discutir cada um deles com transparência durante a consulta.

Hematoma

É a complicação mais frequente, embora ainda seja rara. Um pequeno acúmulo de sangue pode ocorrer nas primeiras horas após a cirurgia. Na grande maioria dos casos, o hematoma se resolve espontaneamente. Em casos excepcionais onde o sangramento é mais significativo, pode ser necessária uma revisão para drenagem.

Edema prolongado

Alguns pacientes apresentam inchaço que persiste além do período habitual. Isso é mais comum em pessoas com pele muito clara, tendência a retenção hídrica ou que não seguem adequadamente as orientações pós-operatórias. Resolve-se espontaneamente, mas pode levar até dois meses em casos mais persistentes.

Assimetria

Pequenas assimetrias podem ser perceptíveis no pós-operatório imediato, geralmente relacionadas a diferenças no edema entre os dois lados. Na maioria dos casos, a simetria se restabelece à medida que o inchaço cede. Assimetrias verdadeiras, que persistem após a resolução completa do edema, são raras e podem ser corrigidas com pequenos retoques.

Remoção insuficiente ou excessiva de gordura

Esse risco depende diretamente da experiência do cirurgião. Remover pouca gordura gera resultado insuficiente; remover demais cria aparência esqueletizada e envelhecida. A experiência acumulada permite calibrar com precisão a quantidade ideal em cada compartimento.

Quemose

Trata-se de um inchaço da conjuntiva que pode ocorrer nos primeiros dias. Parece um "gelatina" transparente sobre a parte branca do olho. Embora visualmente alarmante, é uma complicação menor que se resolve espontaneamente com colírios lubrificantes em poucos dias.

Riscos graves como lesão ocular, infecção severa ou perda visual são extremamente raros quando a cirurgia acontece em ambiente adequado e com profissional qualificado. Em toda a minha carreira, nunca tive uma complicação grave em blefaroplastia.

Procedimentos que podem ser combinados

Uma das grandes vantagens da blefaroplastia transconjuntival é que ela pode ser facilmente combinada com outros procedimentos no mesmo tempo cirúrgico, potencializando o rejuvenescimento da região dos olhos e do rosto como um todo.

Blefaroplastia superior

A combinação mais frequente em minha prática. Muitos pacientes que apresentam bolsas inferiores também têm excesso de pele nas pálpebras superiores. Realizar a blefaroplastia superior e inferior no mesmo ato cirúrgico oferece um rejuvenescimento completo do olhar, com uma única recuperação.

Enxerto de gordura periocular

O enxerto de gordura é um complemento extraordinário para pacientes que, além das bolsas, apresentam perda de volume significativa na região periocular. A gordura enxertada preenche depressões ao redor dos olhos, suaviza olheiras profundas e traz consigo células-tronco que regeneram a qualidade da pele. É um casamento perfeito de técnicas.

Preenchimento facial

Em casos selecionados, o preenchimento com ácido hialurônico na região do sulco nasojugal pode complementar o resultado da blefaroplastia transconjuntival, especialmente quando há perda de volume no terço médio da face que ultrapassa o que a redistribuição de gordura orbital pode corrigir.

Lifting facial

Para pacientes que além das bolsas apresentam flacidez facial significativa, a combinação da blefaroplastia transconjuntival com o lifting de face ou o mini lifting facial oferece um rejuvenescimento completo e harmonioso. A blefaroplastia é sempre realizada no início da cirurgia, quando os tecidos ainda não estão edemaciados.

Toxina botulínica

Três a quatro semanas após a cirurgia, quando a recuperação já está avançada, a aplicação de toxina botulínica nos pés de galinha e na região da glabela complementa o resultado de forma brilhante. As rugas dinâmicas que a cirurgia não trata são suavizadas, e o rejuvenescimento do olhar fica completo.

Blefaroplastia transconjuntival versus tratamentos não cirúrgicos

Nos últimos anos, surgiram diversos tratamentos que prometem eliminar bolsas sob os olhos sem cirurgia: radiofrequência, ultrassom microfocado, laser, ácido deoxicólico injetável. Preciso ser honesto com você: nenhum desses tratamentos resolve bolsas de gordura verdadeiras.

A diferença fundamental: bolsas palpebrais resultam da herniação de gordura orbital através de um septo enfraquecido. Nenhuma tecnologia não invasiva consegue devolver essa gordura para dentro da órbita ou removê-la. Tratamentos não cirúrgicos melhoram a qualidade da pele, reduzem discretamente o edema (inchaço por retenção de líquido) ou estimulam a produção de colágeno. Mas não eliminam bolsas de gordura.

Faça as contas: sessões de radiofrequência, laser e bioestimuladores ao longo de um ano podem custar de dez a trinta mil reais, com resultados modestos e temporários. A blefaroplastia transconjuntival resolve o problema de vez em menos de uma hora, com uma única recuperação. A diferença entre tratar sintomas e resolver a causa.

Quando os tratamentos não cirúrgicos fazem sentido

Tratamentos estéticos não cirúrgicos têm indicações válidas e podem complementar a cirurgia. Drenagem linfática ajuda no edema palpebral matinal. Peelings e laser fracionado melhoram a pigmentação (olheiras de cor). Toxina botulínica trata rugas finas ao redor dos olhos. Para bolsas de gordura, porém, a cirurgia continua sendo a única solução definitiva.

Minha experiência e formação

Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e tive o privilégio de estudar com o Professor Ivo Pitanguy, referência mundial em cirurgia plástica. Com ele, aprendi não apenas técnicas cirúrgicas, mas uma filosofia de respeito ao paciente e busca pela excelência em cada detalhe.

Ao longo de mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas. A blefaroplastia, em todas as suas variantes, é um dos procedimentos que mais realizo. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), mantendo-me constantemente atualizado com os avanços da especialidade através de congressos nacionais e internacionais.

A região periocular exige precisão milimétrica. Envolve a pele mais fina do corpo humano, músculos de poucos milímetros de espessura e gordura que protege o globo ocular. Um desvio de um ou dois milímetros pode comprometer o resultado estético e, em casos extremos, afetar a função palpebral. Por isso a experiência acumulada faz toda a diferença.

Por que confiar em mim para sua blefaroplastia

Não prometo milagres. Prometo honestidade, técnica refinada e dedicação ao seu resultado. Se durante a consulta eu perceber que a blefaroplastia transconjuntival não é a melhor opção — se você precisa de abordagem transcutânea ou se suas expectativas não são realistas — direi isso com clareza. Prefiro perder uma cirurgia a deixar um paciente insatisfeito.

Perguntas frequentes sobre blefaroplastia transconjuntival

Qual a diferença entre blefaroplastia transconjuntival e blefaroplastia tradicional?

A diferença fundamental está no acesso cirúrgico. Na transconjuntival, a incisão é feita por dentro da pálpebra, pela conjuntiva, sem cortar a pele. Na tradicional (transcutânea), a incisão é feita na pele, logo abaixo dos cílios. A transconjuntival não deixa cicatriz externa, tem recuperação mais rápida e menor risco de retração palpebral. Porém, não permite remover excesso de pele, sendo indicada apenas quando o problema é exclusivamente a gordura.

A cirurgia dói?

A cirurgia é realizada sob anestesia local com sedação, portanto você não sentirá dor durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto é mínimo — mais uma sensação de peso ou pressão nas pálpebras do que dor propriamente dita. A maioria dos pacientes relata que a recuperação é muito mais confortável do que imaginavam. Analgésicos simples são suficientes para os primeiros dias.

Quanto tempo demora a cirurgia?

A blefaroplastia transconjuntival isolada dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora. Quando combinada com blefaroplastia superior ou outros procedimentos, o tempo total pode variar de uma hora e meia a duas horas e meia.

Quando posso voltar a trabalhar?

Para trabalho remoto ou atividades que não exijam apresentação pública, três a cinco dias. Para atividades presenciais, cinco a sete dias. Para esforço físico intenso, duas semanas. Lentes de contato podem ser utilizadas novamente após sete a dez dias.

O resultado é permanente?

A gordura removida não retorna. Nesse sentido, o resultado é permanente. Porém, o processo natural de envelhecimento continua, e com o tempo outras alterações palpebrais podem surgir — como excesso de pele ou flacidez — que eventualmente podem necessitar de tratamento complementar no futuro.

Existe risco de ficar com os olhos diferentes?

Pequenas assimetrias transitórias são comuns no pós-operatório imediato devido a diferenças na cicatrização e no edema entre os dois lados. Assimetrias significativas e permanentes são raras quando a cirurgia é realizada por um cirurgião experiente que avalia cuidadosamente a simetria durante o procedimento.

Posso fazer a cirurgia nos dois olhos ao mesmo tempo?

Sim, e esse é o procedimento padrão. Opero ambas as pálpebras inferiores na mesma sessão. Isso garante melhor simetria, uma única recuperação e menor custo total.

Essa cirurgia resolve olheiras?

Depende do tipo de olheira. Se a olheira é causada pela sombra projetada pelas bolsas de gordura e pelo sulco nasojugal profundo, sim — a cirurgia pode melhorar significativamente. Se a olheira é causada por pigmentação (excesso de melanina), vasos sanguíneos visíveis ou pele muito fina, a cirurgia sozinha não resolve, embora possa ser complementada com outros tratamentos específicos.

Posso combinar com preenchimento de ácido hialurônico?

Sim, e em muitos casos essa combinação é extremamente vantajosa. A cirurgia remove ou redistribui a gordura herniada, enquanto o preenchimento pode tratar áreas adjacentes de perda de volume. Geralmente recomendo esperar pelo menos dois meses após a cirurgia para avaliar se o preenchimento complementar é realmente necessário.

Qual a idade mínima para fazer essa cirurgia?

Não existe uma idade mínima fixa. Já operei pacientes a partir de vinte e cinco anos que apresentavam bolsas hereditárias significativas que afetavam sua autoestima e qualidade de vida. A indicação é baseada na presença do problema anatômico, não na idade cronológica.

O que acontece se eu não tratar as bolsas?

As bolsas de gordura tendem a aumentar progressivamente com o tempo. A gordura continua herniando e o septo orbital se enfraquece cada vez mais. Além disso, com o envelhecimento, pode surgir excesso de pele que tornaria a blefaroplastia transconjuntival menos indicada, exigindo uma abordagem mais extensa no futuro. Tratar cedo, quando apenas a gordura é o problema, permite a cirurgia mais simples e com melhor recuperação.

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Dr. Walter Zamarian Jr.

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