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Otoplastia em Londrina

Você pode melhorar as orelhas de abano com otoplastia.

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 17/02/2026

Otoplastia: cirurgia plástica de orelhas de abano

Orelhas proeminentes — as chamadas orelhas de abano — podem gerar desconforto significativo. Muitas pessoas tentam disfarçá-las com o cabelo, chapéus ou faixas, limitando até a escolha de penteados e atividades cotidianas.

Na minha prática em Londrina, realizo a otoplastia para devolver harmonia e naturalidade ao contorno facial. A cirurgia é segura, com resultados previsíveis, e remodela suavemente a cartilagem auricular para criar orelhas proporcionais ao rosto.

Utilizo diferentes técnicas para reposicionar as orelhas mais próximas à cabeça, redimensioná-las quando necessário ou corrigir assimetrias, sempre remodelando a cartilagem de maneira cuidadosa para preservar um aspecto natural — sem aquela aparência de orelha "colada" na cabeça, que considero um resultado artificial.

A partir de qual idade?

A partir dos seis anos, as orelhas já completaram cerca de 90% do seu desenvolvimento e podem ser operadas com segurança. Em muitos casos, prefiro operar nessa faixa etária — antes do início da vida escolar — para evitar constrangimento entre os colegas. No entanto, muitos pacientes procuram a cirurgia na fase adulta e obtêm resultados igualmente excelentes. Não existe limite máximo de idade.

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Neste vídeo, explico tudo sobre a otoplastia com a técnica em Ilha de Pitanguy para correção de orelhas de abano:

Otoplastia: Técnica em Ilha de Pitanguy para Orelha de Abano | Guia Completo

Pré-operatório

A consulta

Durante a consulta, avalio cuidadosamente três elementos e explico cada um ao paciente: a ausência da anti-hélice, a projeção das conchas e a presença de assimetrias.

A anti-hélice é uma dobra na cartilagem que confere curvatura à parte externa da orelha. Em pacientes com orelhas de abano, uma ou ambas as anti-hélices estão "apagadas", projetando as orelhas para frente. Na otoplastia, redesenho as anti-hélices de forma delicada, seguindo a técnica em Ilha do Professor Ivo Pitanguy. Em crianças pequenas, cuja cartilagem é mais maleável, basta raspar a cartilagem para refazer as anti-hélices, sem incisão em espessura total.

O excesso de concha cartilaginosa projeta as orelhas anteriormente, podendo chegar a quase 90 graus com a cabeça. Na cirurgia, rodo as conchas para trás sem retirar cartilagem, mantendo a naturalidade da projeção. Considero artificial uma orelha totalmente colada na cabeça, sem projeção alguma.

Na minha técnica, faço uma hipercorreção calculada. As orelhas abrem gradualmente nas três primeiras semanas até atingirem um resultado equilibrado. Para controlar essa abertura, o paciente usa uma faixa compressiva 24 horas por dia durante esse período.

Assimetrias entre as orelhas são bastante comuns — frequentemente, uma projeta-se mais que a outra. Na grande maioria dos casos, a otoplastia corrige essas diferenças a ponto de se tornarem imperceptíveis. Em raras situações com deformidade significativa, a cirurgia pode incluir reconstrução parcial ou total do pavilhão auricular.

Detalhes anatômicos que avalio na consulta de otoplastia

Hélice

A hélice é a dobra mais externa da orelha, que começa na raiz e termina no lóbulo. Na maioria das vezes, sua curvatura é normal. Nos casos de lop ear ou cup ear, porém, a curvatura está muito acentuada — por vezes causada por uma prega horizontal na cartilagem que atravessa a anti-hélice. Nesses casos, remodelo a hélice e a sustento com uma mola confeccionada a partir da cartilagem da concha.

Anti-hélice

Na maioria dos casos de orelha de abano, a anti-hélice — uma dobra em forma de "Y" curvado, logo à frente da hélice — está ausente. A otoplastia refaz essa dobra, remodelando a cartilagem e reduzindo a projeção, sobretudo do polo superior da orelha.

Tubérculo de Darwin

O tubérculo de Darwin é uma dobra ou projeção na hélice, em seu ponto súpero-externo. Na maioria das pessoas é evidente, mas em outras pode ser apenas um espessamento quase imperceptível. Quando muito pronunciado, ele realça a projeção de orelhas em abano, e posso reduzi-lo cirurgicamente durante a otoplastia.

Lóbulo

O lóbulo é a parte mais inferior da orelha, sem cartilagem, onde se colocam os brincos. Pode ser preso ou solto. Em idosos, ele pode ser demasiadamente grande — nesse caso, reduzo seu tamanho retirando uma cunha em forma de fatia rente à inserção na face.

A otoplastia também pode fechar orifícios rasgados por brincos (por alergia ou trauma). Para isso, uso uma zetaplastia anterior e sutura simples na parte posterior, interpondo pele sadia na cicatriz e evitando futuros rasgos.

Trágus

O trágus é a protuberância de cartilagem na frente da orelha, na altura do conduto auditivo externo. Ele pode estar apagado — principalmente como estigma de um facelift anterior, quando o cirurgião tentou esconder a cicatriz atrás dele. Nesse caso, basta liberar a cartilagem e remover o tecido cicatricial, restabelecendo a projeção. A protuberância cartilaginosa acima do lóbulo chama-se antitrágus.

Raiz

A raiz é a inserção mais superior da orelha, onde começa a hélice, logo acima do trágus. Raramente precisa ser operada na otoplastia. No entanto, é útil nos casos de retalho de hélice (retalho de Antia): um retalho em V-Y na raiz permite avançar a hélice lateralmente para reparar perdas de substância nos terços médio ou superior.

A raiz também serve como referência anatômica na cirurgia de lifting facial, definindo o limite máximo para o pé do cabelo e evitando estigmas de cirurgia plástica.

Concha

A concha é a parte lisa e côncava, aderida à mastoide, posterior ao meato acústico externo. Sua cartilagem tem condições ideais para enxertos de cartilagem hialina — no nariz, por exemplo. Em pacientes com orelha de abano, a concha pode estar muito projetada anteriormente. Nesse caso, descolo sua parte posterior e a fixo na mastoide para reduzir a projeção. Normalmente, combino essa manobra com a remodelagem da anti-hélice.

Exames

Solicito os seguintes exames pré-operatórios para realizar a otoplastia com segurança:

  • Hemograma completo;
  • TAP com INR + KPTT;
  • Creatinina;
  • Ureia;
  • Glicemia de jejum;
  • Proteínas totais e frações;
  • Exame de urina tipo I;
  • Eletrocardiograma;
  • Risco cirúrgico, que consiste na avaliação com o cardiologista.

A anestesia

Realizo a otoplastia sob anestesia geral, garantindo total conforto durante o procedimento de sessenta a noventa minutos. Em adultos colaborativos, a anestesia local com sedação pode ser uma alternativa viável. Mesmo assim, prefiro a anestesia geral pela tranquilidade que proporciona — especialmente em crianças.

A cirurgia

Inicio a otoplastia com marcação precisa e retirada do excesso de pele na região posterior das orelhas. Em seguida, confecciono a ilha de cartilagem que formará a nova anti-hélice — a essência da técnica em Ilha que aprendi com o Professor Ivo Pitanguy.

Projeto a cartilagem com pontos absorvíveis e o novo contorno da orelha já começa a se revelar. Depois, descolo a cartilagem auricular da mastoide e rodo a orelha posteriormente, corrigindo a projeção excessiva da concha. Toda a sutura fica exclusivamente atrás das orelhas, completamente oculta.

Na minha experiência, a otoplastia é um procedimento ambulatorial: o paciente vai para casa no mesmo dia, assim que passa o efeito da anestesia, com um curativo acolchoado em forma de capacete que protege as orelhas sem causar desconforto térmico. Esse curativo permanece por cerca de três dias.

Cicatrizes

Como toda a cirurgia ocorre na região posterior das orelhas, as cicatrizes ficam completamente ocultas, com resultado estético excelente. Pacientes com tendência a queloides devem ser avaliados antes — a região retroauricular tem risco um pouco maior, assim como ombros e região pré-esternal. Na minha experiência, cicatrizes inestéticas após otoplastia ocorrem em menos de 0,5% dos casos.

Pós-operatório

Após a otoplastia, a dor varia — alguns pacientes sentem desconforto moderado, outros praticamente nenhum. Prescrevo analgésicos eficazes que tornam o pós-operatório bastante confortável.

A faixa compressiva deve ser usada 24 horas por dia durante três semanas, exceto no banho. Retiro os pontos entre 7 e 10 dias. Após cerca de um mês, o paciente já pode retomar atividades físicas leves, dormir de lado e voltar a usar óculos.

O inchaço melhora consideravelmente no primeiro mês, mas pode levar até seis meses para desaparecer por completo. Nesse período, a sensibilidade das orelhas pode estar temporariamente diminuída, retornando de forma progressiva.

Recidiva

Recidiva é quando as orelhas voltam a projetar-se após a cirurgia. A técnica em Ilha que utilizo envolve incisão na espessura total da cartilagem e quebra definitiva de sua memória elástica, tornando a recidiva extremamente rara.

Esse é um dos grandes diferenciais da técnica do Professor Pitanguy: ao criar uma ilha de cartilagem e reconfigurar permanentemente a anti-hélice, o resultado se mantém estável ao longo dos anos.

Otoplastia reparadora

Otoplastia é um termo que abrange qualquer cirurgia plástica de orelhas — não apenas a correção de orelhas de abano. Inclui variações como lop ear, cup ear, microtia (orelha pequena), anotia (ausência de orelha), reconstrução após trauma ou retirada de câncer de pele, entre outras.

As deformidades possíveis são variadas, e cada caso exige tratamento individualizado. A abordagem pode ir desde um simples relaxamento da cartilagem com mínima retirada de pele até a reconstrução total do pavilhão auricular com cartilagem retirada do tórax.

Na minha clínica em Londrina, avalio cada paciente individualmente e oriento com clareza sobre as possibilidades reais de melhora — total ou parcial. Priorizo sempre um resultado funcional e esteticamente harmonioso.

Perguntas frequentes sobre otoplastia

A partir de qual idade é possível fazer otoplastia?

Na minha experiência, a partir dos seis anos de idade as orelhas já completaram cerca de 90% do seu desenvolvimento e podem ser operadas com segurança. Em muitos casos, prefiro realizar a otoplastia nessa faixa etária — antes do início da vida escolar — para evitar constrangimento entre os colegas. No entanto, muitos dos meus pacientes procuram a cirurgia já na fase adulta e obtêm resultados igualmente excelentes.

A otoplastia deixa cicatriz aparente?

Não. Realizo toda a cirurgia na região posterior das orelhas, de modo que as cicatrizes ficam completamente ocultas e costumam apresentar resultado estético excelente. Na minha experiência, a incidência de cicatrizes inestéticas após otoplastia é inferior a 0,5%.

As orelhas podem voltar a abrir após a cirurgia?

Na minha prática, a recidiva é extremamente rara. A técnica em Ilha que aprendi com o Professor Ivo Pitanguy envolve incisão na espessura total da cartilagem e quebra definitiva de sua memória elástica, o que torna o resultado estável ao longo dos anos. Recomendo que meus pacientes usem a faixa compressiva 24 horas por dia durante três semanas para garantir o melhor resultado.

Quanto tempo dura a cirurgia de otoplastia?

Realizo a otoplastia em sessenta a noventa minutos, sob anestesia geral, que é minha preferência pela segurança e conforto que proporciona — especialmente em crianças. O paciente vai para casa no mesmo dia, assim que passa o efeito da anestesia.

Como é o pós-operatório da otoplastia?

Ao final da cirurgia, aplico um curativo acolchoado em forma de capacete que protege as orelhas por cerca de três dias. Em seguida, recomendo que meus pacientes usem uma faixa compressiva 24 horas por dia durante três semanas. Retiro os pontos entre 7 e 10 dias, e após cerca de um mês o paciente já pode retomar atividades físicas leves, dormir de lado e voltar a usar óculos. O inchaço melhora consideravelmente no primeiro mês, mas pode levar até seis meses para desaparecer por completo.

A otoplastia corrige assimetrias entre as orelhas?

Sim. Na minha experiência, assimetrias entre as orelhas são bastante comuns — frequentemente, uma orelha projeta-se mais que a outra. Na grande maioria dos casos, a otoplastia minimiza essas diferenças de forma tão eficiente que se tornam imperceptíveis no dia a dia.

A otoplastia serve apenas para orelhas de abano?

Não. Na minha clínica em Londrina, realizo otoplastia para diversas situações: correção de orelhas de abano, lop ear, cup ear, microtia, anotia, reconstrução após trauma ou retirada de câncer de pele, entre outras. Cada paciente é avaliado individualmente e orientado com clareza sobre as possibilidades reais de melhora.

Qual tipo de anestesia é utilizado na otoplastia?

Realizo a otoplastia sob anestesia geral, o que confere total conforto ao paciente durante o procedimento. Em casos selecionados de adultos colaborativos, a anestesia local com sedação pode ser uma alternativa viável, mas a anestesia geral continua sendo minha preferência pela tranquilidade que proporciona — especialmente em crianças.

O que é a técnica em Ilha de Pitanguy?

A técnica em Ilha é a essência da otoplastia que aprendi com o Professor Ivo Pitanguy. Consiste em confeccionar uma ilha de cartilagem que dará forma à nova anti-hélice, com incisão na espessura total da cartilagem. Isso quebra definitivamente a memória elástica da cartilagem, reconfigurando permanentemente o contorno da orelha. É um dos grandes diferenciais da minha técnica, pois torna a recidiva extremamente rara.

Que exames são necessários antes da otoplastia?

Solicito hemograma completo, TAP com INR, KPTT, creatinina, ureia, glicemia de jejum, proteínas totais e frações, exame de urina tipo I, eletrocardiograma e risco cirúrgico com o cardiologista. Esses exames garantem que a cirurgia seja realizada com total segurança.

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Conheça também a lobuloplastia para correção de lóbulos rasgados ou alongados. Pacientes que buscam harmonia facial frequentemente combinam a otoplastia com procedimentos como a rinoplastia, a mentoplastia e a blefaroplastia. Saiba mais sobre o investimento e a preparação pré-cirúrgica.

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