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Redução de Clitóris (Clitoroplastia)

Como realizo a clitoroplastia: minha técnica de redução de clitóris

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 17/02/2026

O que é o clitóris?

Clítoris ou clitóris é um pequeno órgão erétil na mulher que fica na vulva, anteriormente à uretra e entre os pequenos lábios. É embriologicamente análogo ao pênis masculino, ou seja, ambos têm origem no mesmo tecido embrionário. Por esse motivo, o clitóris possui elementos semelhantes ao pênis, mas num tamanho menor: glande, prepúcio, corpos cavernosos (que permitem a ereção). É uma das zonas erógenas femininas de maior sensibilidade, e tem prolongamentos laterais à uretra e vagina, que se incham durante o estímulo do clitóris e aumentam a lubrificação vaginal.

Clitoromegalia: o aumento do clitóris

Quando o clitóris está aumentado de tamanho, em repouso e sem qualquer estímulo, denomina-se clitoromegalia (ou hipertrofia clitoriana). Existem diversas causas mas, de um modo geral, ocorre devido a uma maior exposição da mulher aos andrógenos (hormônios masculinos) em alguma fase de sua vida, antes ou depois do nascimento. Entre as causas mais comuns estão: fatores genéticos, hiperplasia adrenal congênita (uma das principais causas congênitas), síndrome dos ovários policísticos, tumores produtores de andrógenos, desequilíbrios hormonais e uso de drogas anabolizantes androgênicas. Existem casos em que o clitóris apresenta-se aumentado desde a infância, enquanto outras pacientes chegam a me consultar após terem usado anabolizantes. Vale lembrar que o aumento do clitóris causado por esses medicamentos não regride totalmente, mesmo após meses ou anos sem usá-los.

Aspectos psicológicos

É sabido que algumas mulheres convivem muito bem com seu clitóris aumentado. Entretanto, o aumento do clitóris feminino pode, em alguns casos, causar desconforto durante o ato sexual, ao usar roupas justas ou ao praticar exercícios físicos como ciclismo. Em outras situações, esse aumento pode gerar constrangimento, vergonha e até disforia corporal. Em quaisquer dessas ocorrências, a mulher pode começar a perder o interesse sexual. Isso é um fator determinante para se procurar ajuda de um profissional. Cabe a mim avaliar o grau de importância que o aumento do clitóris representa para a paciente e ponderar junto com ela a necessidade da cirurgia.

Entenda a diferença entre clitoroplastia e clitoropexia

A clitoroplastia consiste na redução do clitóris. Já a clitoropexia consiste na fixação do clitóris na vulva, com pontos, sem alterar o tamanho do clitóris. Ou seja, a clitoroplastia de fato reduz o clitóris, enquanto a clitoropexia apenas "embute" o clitóris na vulva. Cuidado com o que se lê na internet, pois alguns profissionais chamam a clitoropexia de clitoroplastia. Isso não quer dizer que não se deve fazer a clitoropexia em ninguém, mas acontece que mulheres com o clitóris aumentado podem se frustrar com o resultado, caso seja realizada somente a clitoropexia. De um modo geral, a clitoropexia pode ajudar a disfarçar casos em que o clitóris é discretamente aumentado, enquanto que para casos em que o aumento é mais significativo, a clitoroplastia pode fornecer um resultado mais satisfatório.

Resumindo: certifique-se de que você vai se submeter ao tratamento adequado. Procure um especialista com experiência tanto em clitoropexia quanto em clitoroplastia, pois ele pode indicar a melhor cirurgia para seu caso.

Especialização nos Estados Unidos

A clitoroplastia como eu realizo não é uma técnica muito difundida no meio médico brasileiro, quer entre os cirurgiões plásticos ou entre os ginecologistas e urologistas. A imensa maioria realiza a clitoropexia por desconhecimento da técnica ou por receio de complicações. Por esses motivos, fui aprender essa técnica — e outras de cirurgia íntima — nos Estados Unidos com os médicos que têm maior experiência no mundo nessa cirurgia: o urologista e cirurgião plástico Dr. Gary Alter, que também desenvolveu a técnica Wedge de ninfoplastia, e a cirurgiã plástica Dra. Christine A. Hamori. Retornei a Londrina com um vasto conhecimento e tenho realizado clitoroplastia em pacientes de todo o Brasil e do exterior. Hoje sou referência nessa cirurgia no Brasil, sendo inclusive convidado a dar cursos sobre o tema. Vale destacar que o clitóris possui mais de 8.000 terminações nervosas, o que exige técnica extremamente refinada para preservar integralmente a sensibilidade.



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Assista à minha explicação sobre a cirurgia de redução de clitóris em Londrina

Vídeo sobre redução do clitóris com Dr. Walter Zamarian Jr.

Pré-operatório

Importante: pré-requisito para realizar a redução de clitóris

Caso a causa da clitoromegalia da paciente tenha sido por causa de uso de drogas anabolizantes androgênicas, é necessário ficar seis meses sem uso das mesmas antes de se realizar a cirurgia. Além disso, é fundamental que a paciente saiba que não deverá nunca mais usar esses medicamentos, pois corre o risco quase certo de o clitóris aumentar novamente de tamanho.

A consulta

Durante a consulta para clitoroplastia, avalio o tamanho, formato e posição do clitóris e sua glande, bem como os demais elementos da região íntima, como prepúcio, pequenos lábios, grandes lábios, região pubiana e períneo. Faço uma avaliação bem completa para indicar o melhor tratamento para seu caso.

Exames

Para sua clitoroplastia comigo, solicito alguns exames. São eles:

  • Hemograma completo;
  • TAP com INR + KPTT;
  • Ureia;
  • Creatinina;
  • Glicemia de jejum;
  • Proteínas totais e frações
  • Vitamina D
  • Vitamina C
  • Urina I;
  • Eletrocardiograma;
  • Risco cirúrgico, que consiste na avaliação com o cardiologista.

A anestesia

A redução de clitóris é um procedimento muito delicado, quase uma microcirurgia, pois os vasos e nervos devem ser isolados e preservados para evitar perda de sensibilidade e alterações na vascularização do clitóris. Por esse motivo, é um procedimento que deve ser evitado de ser realizado sob anestesia local, uma vez que ela pode distorcer e causar vasoconstrição ou compressão dos vasos que irrigam o clitóris. Prefiro realizar essa cirurgia sob anestesia geral ou, em alguns casos, com bloqueio (raquianestesia) e sedação.

A cirurgia de clitoroplastia

Início

A cirurgia se inicia com uma incisão circunferencial na base do clitóris, no sentido oblíquo, para preservar a pele na face dorsal da glande e evitar incômodo durante a ereção. Em seguida, a pele é liberada cuidadosamente ao redor do clitóris, expondo-o totalmente. Um fio de reparo é passado na glande para auxiliar a apresentação. A hemostasia deve ser cuidadosa, evitando lesão à artéria e veias dorsais.

Dissecção e isolamento do feixe vásculo-nervoso

O próximo passo consiste em duas incisões verticais, paramendianas, de cada lado da face ventral do clitóris, expondo os dois corpos cavernosos. Em seguida, todo o feixe vásculo-nervoso dorsal é isolado com o auxílio de um cordão ou dreno de Penrose número um, de reparo, a fim de se evitarem lesões ao mesmo.

Redução dos corpos cavernosos

Cada corpo cavernoso é então reduzido através da retirada de um segmento cujo comprimento pode variar de acordo com cada caso e com o objetivo final de redução. Realiza-se uma sutura hemostática nos cotos proximais dos corpos cavernosos. Na sequência, dou um ponto com fio PDS 5-0 de cada lado, reunindo os respectivos cotos proximais aos distais. Nesse momento já se percebe uma nítida redução no comprimento do clitóris.

Banho de vasodilatador para evitar espasmo vascular

Antes da fixação, costumo banhar o feixe vásculo-nervoso com uma solução vasodilatadora contendo lidocaína ou papaverina, a fim de se evitar isquemia do pedículo vascular por espasmo.

Fixação do clitóris (clitoropexia)

Sim, a clitoropexia é também uma das etapas da clitoroplastia, e serve para posicionar o clitóris conforme desejado. Entretanto, nesse caso, o risco de recidiva, ou seja, de o clitóris ficar novamente aumentado é ínfimo devido à redução dos corpos cavernosos, quando comparado à clitoropexia como procedimento único. Durante a clitoropexia, cuidado extra deve ser tomado para checar a integridade da vascularização da glande.

Sutura e ajustes

Nessa etapa, ressuturo a pele cobrindo o clitóris e identifica e trata eventuais excessos de prepúcio, pequenos lábios, grandes lábios ou outros que se fizerem necessários. Por vezes, um pouco de enxerto de gordura nos grandes lábios pode ser indicado para ajudar a disfarçar ainda mais o volume do clitóris.

Redução da glande

A etapa final dessa cirurgia é a avaliação da glande e, se necessário, sua redução. É sabido que a maior sensibilidade da glande do clitóris é às 12h e às 6h, se olharmos para ele como a um relógio. Por esse motivo, a redução da glande é realizada retirando-se um segmento triangular às 3h e às 9h. Dessa forma, o clitóris é reduzido em todas as suas dimensões, tomando-se todo o cuidado para preservar sua sensibilidade ao máximo.

Pós-operatório

A recuperação da clitoroplastia é bem tranquila. Pode haver discreta dor no clitóris na primeira semana devido à redução dos corpos cavernosos, mas normalmente analgésicos comuns já amenizam muito esse desconforto.

Pomada

Indico o uso de pomada de sulfadiazina de prata a 1% durante a primeira semana, pois é um antibiótico tópico bastante eficaz contra infecções, especialmente por se tratar de uma área úmida e cuja sutura fica escondida.

Namorar

A recomendação é de esperar seis semanas antes de ter relação sexual para qualquer cirurgia íntima, e isso inclui a clitoroplastia. Sigo a mesma recomendação dada por meus mentores americanos, os Doutores Gary Alter e Christine A. Hamori.

Perda de sensibilidade?

Todas as pacientes perguntam se existe o risco de perda de sensibilidade após a clitoroplastia. A resposta para isso é que o risco sempre existe, mas nenhuma paciente que operei, até hoje, apresentou qualquer perda de sensibilidade ou mesmo necrose do clitóris. Sigo à risca os ensinamentos que recebi, afinal fui aprender essa técnica e me aprofundar nela nos Estados Unidos, conforme mencionado acima.

Pontos

Todos os pontos que dou nessa cirurgia são absorvíveis. Uso fios absorvíveis de vicryl 5-0 incolor e PDS 5-0 e 6-0, cada um em uma determinada região. Em alguns casos onde a glande é reduzida, pode ser necessário retirar um ou outro ponto no retorno de dois meses, caso os fios de PDS 6-0 da glande não tenham caído.

Realize sua clitoroplastia comigo

Entre em contato com a minha clínica e agende uma avaliação para clitoroplastia — cirurgia de redução do clitóris — ou outras modalidades de cirurgia íntima disponíveis. Tenho especialização internacional e posso indicar os melhores tratamentos para o seu caso.

A clitoroplastia é frequentemente combinada com a ninfoplastia, a prepucioplastia e o enxerto de gordura nos grandes lábios. Conheça também a redução de grandes lábios, a lipoaspiração pubiana, o lifting do monte de Vênus, a perineoplastia, a vaginoplastia e a himenoplastia. Saiba mais sobre investimento e consulta online.


Dr. Walter Zamarian Jr.

Cirurgião Plástico em Londrina - PR

Rua Engenheiro Omar Rupp, 186
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Perguntas frequentes sobre clitoroplastia

O que causa o aumento do clitóris?

Na minha experiência clínica, as causas mais comuns de clitoromegalia são o uso de anabolizantes androgênicos, a hiperplasia adrenal congênita, a síndrome dos ovários policísticos e fatores genéticos. Em alguns casos, tumores produtores de andrógenos também podem ser responsáveis. Eu sempre investigo a causa antes de indicar qualquer tratamento, pois isso influencia diretamente no planejamento cirúrgico e nos cuidados pós-operatórios. É importante destacar que o aumento causado por anabolizantes não regride completamente mesmo após anos sem o uso.

Qual a diferença entre clitoroplastia e clitoropexia?

Eu explico essa diferença com frequência às minhas pacientes, pois há muita confusão na internet. A clitoroplastia é a cirurgia que efetivamente reduz o tamanho do clitóris, incluindo os corpos cavernosos e, quando necessário, a glande. Já a clitoropexia apenas reposiciona o clitóris na vulva com pontos de fixação, sem reduzir seu volume. Na minha prática, indico a clitoropexia para casos discretos e a clitoroplastia para hipertrofias mais significativas, onde a simples fixação não traria o resultado desejado.

A clitoroplastia preserva a sensibilidade?

Essa é a pergunta que mais recebo, e posso afirmar que a preservação da sensibilidade é a minha prioridade absoluta nessa cirurgia. Eu isolo cuidadosamente todo o feixe vásculo-nervoso dorsal durante o procedimento e utilizo banho de solução vasodilatadora para evitar espasmos vasculares. Até hoje, nenhuma paciente que operei apresentou perda de sensibilidade ou necrose do clitóris. A técnica que aprendi nos Estados Unidos com os Doutores Gary Alter e Christine Hamori é extremamente refinada e segura nesse aspecto.

Como é a recuperação após a clitoroplastia?

Na minha experiência, a recuperação é bastante tranquila. Pode haver um desconforto discreto na primeira semana, que é bem controlado com analgésicos comuns. Eu recomendo o uso de pomada de sulfadiazina de prata a 1% durante os primeiros dias para prevenir infecções. A maioria das minhas pacientes retoma atividades leves em poucos dias, e todos os pontos que utilizo são absorvíveis, dispensando a necessidade de retirá-los na maioria dos casos.

Quando posso ter relações sexuais após a cirurgia?

Eu recomendo aguardar no mínimo seis semanas antes de retomar a atividade sexual, seguindo a mesma orientação dos meus mentores americanos. Esse período é fundamental para a cicatrização completa dos tecidos e para garantir que o resultado final seja preservado. Na minha prática, essa recomendação se aplica a todas as cirurgias íntimas que realizo, e é essencial que a paciente siga essa orientação à risca.

Por que me especializei nessa cirurgia nos Estados Unidos?

Eu percebi que a clitoroplastia não era uma técnica difundida no meio médico brasileiro, sendo que a maioria dos colegas realizava apenas a clitoropexia por desconhecimento ou receio de complicações. Por esse motivo, fui buscar formação diretamente com os maiores especialistas do mundo nessa cirurgia: o Dr. Gary Alter e a Dra. Christine A. Hamori. Retornei ao Brasil com um conhecimento aprofundado e hoje sou referência nacional nessa cirurgia, sendo inclusive convidado a ministrar cursos sobre o tema.

Qual tipo de anestesia é utilizada na clitoroplastia?

Eu prefiro realizar a clitoroplastia sob anestesia geral ou, em alguns casos, com raquianestesia e sedação. Na minha avaliação, a anestesia local deve ser evitada nesse procedimento porque pode distorcer a anatomia e causar vasoconstrição dos vasos que irrigam o clitóris. Como se trata de uma cirurgia quase microscópica, com vasos e nervos extremamente delicados, a anestesia adequada é fundamental para a segurança e para o melhor resultado possível.

É necessário parar de usar anabolizantes antes da cirurgia?

Sim, eu exijo um período mínimo de seis meses sem uso de anabolizantes androgênicos antes de realizar a clitoroplastia. Além disso, faço questão de que a paciente compreenda que não poderá usar esses medicamentos nunca mais após a cirurgia, pois o risco de recidiva — ou seja, de o clitóris aumentar novamente — é quase certo caso o uso seja retomado. Essa orientação é inegociável na minha prática.

A clitoroplastia pode ser combinada com outras cirurgias íntimas?

Sim, na minha prática é bastante comum combinar a clitoroplastia com outros procedimentos, como a ninfoplastia (redução dos pequenos lábios), a redução de prepúcio ou até enxerto de gordura nos grandes lábios. Durante a consulta, eu avalio toda a região íntima de forma completa e indico os tratamentos que podem ser realizados em conjunto para um resultado harmonioso. Cada caso é individualizado de acordo com as necessidades e desejos da paciente.

Existe risco de o clitóris voltar a aumentar após a clitoroplastia?

Na minha técnica, o risco de recidiva é extremamente baixo, pois realizo a redução efetiva dos corpos cavernosos, diferentemente da clitoropexia isolada. A clitoropexia como etapa complementar ajuda a posicionar o clitóris adequadamente, mas é a redução dos corpos cavernosos que garante a estabilidade do resultado. O risco real de recidiva existe apenas se a paciente voltar a usar anabolizantes androgênicos após a cirurgia, motivo pelo qual proíbo esse uso de forma definitiva.